segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ode démodé à mulher amada

Eu amo a mulher com alma. A mulher triste. A mulher triste com seus encantos de mulher. Beleza e tristeza. Par antinômico. Contradição para a beleza, mas truísmo para a tristeza. Maior engano não há para quem enxerga na beleza a promessa de felicidade, exceto, talvez, na própria beleza um amparo melhor, porque a beleza alheia certamente é triste como uma despedida. Como pode a mulher bela ser triste quando lhe pululam ilusões? Ou como podem ser alegres os olhos de quem apenas olha a beleza? Por isso mesmo somente a mulher com alma compreende a tristeza da condição da beleza e se desvencilha das ilusões para questionar o que é o amor.

4 comentários:

Amanda disse...

Gostei muito desse texto, querido, fazia tempo que não te lia...

Obrigada pelo elogio/comentário. O texto não foi dos mais alegres, eu sei, mas nem tudo pode ser doce, né?
Bom saber que você tá se encaminhando... que tá com "esperanças", possibilidades em aberto. Espero que as coisas se acertem logo.

Preciso dizer que to com saudade? Enfim, estou.
Beijos.

Multiethnic disse...

Já disse a raposa ao Pequeno Príncipe: "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."

Essa mulher é sábia.

Anônimo disse...

Oi é a 2ª vez que vi o teu blogue e gostei imenso!Espectacular Trabalho!
Cumps

Anônimo disse...

Hey - I am really glad to discover this. cool job!