<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889</id><updated>2012-02-12T10:54:39.654-02:00</updated><title type='text'>cousa e coisa</title><subtitle type='html'>"Havia neles [amigos] outros prazeres que me seduziam ainda o coração: conversar e rir, prestar obséquios com amabilidade uns aos outros, ler em comum livros deleitosos, gracejar, honrar-se mutuamente, discordar de tempos a tempos sem ódio como cada um consigo mesmo, e, por meio desta discórdia raríssima, afirmar a contínua harmonia, ensinar ou aprender reciprocamente qualquer coisa, ter saudades dos ausentes e receber com alegria os recém-vindos." Santo Agostinho</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-3764151441873935176</id><published>2011-08-16T22:49:00.001-03:00</published><updated>2011-08-16T22:52:28.308-03:00</updated><title type='text'>Thus spoke Zarafalse</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O oposto da verdade não é a mentira. Há mentiras que contribuem para a Verdade. O imperativo ético da Verdade não possui contraeconomia. É absoluto. As demais éticas, quando entram em conflito com a verdadeira verdade não passam de etiqueta. A Verdade em Amor está acima dos legalismos dos manuais doutrinários. O oposto da mentira é a realidade. A descrição minuciosa desprovida de qualquer imaginação é a realidade tomada como verdade. Esta verdade menor, quando tomada como imperativo ético institucionaliza as pessoas e as priva de bom senso e criatividade. O mentiroso agiganta-se diante da mediocridade do legalista. Não é de se admirar que haja tantas pessoas que acreditem nos mentirosos, pois estes, ao fertilizarem a realidade segundo a própria vontade, a povoa de mistérios e a torna interessante. Para mentir é necessário inteligência, imaginação e criatividade. Mentir é próprio dos gênios e dos artistas. A mentira é fecunda de novas mentiras e, frequentemente, tomada pelo crédito das massas, torna-se verdade. Não a verdade verdadeira, mas a verdade real, a adaptação e reinterpretação da realidade transformada em verdade. A Verdade, mesmo quando professada pela boca do mentiroso, não deixa de ser Verdade. Mas a verdade forjada pela astúcia e inteligência do mentiroso, mesmo unânime, não é absoluta. Porém, sendo a Verdade tão invisível e esguia ao nosso entendimento, é preferível ser o senhor da própria verdade do que viver sem imaginação. O chamado à verdade legalista é o fim da inteligência e a reprodução dos automatismos da rotina. O hiperrealismo como meta ética e sinônimo da verdade é a morte da alma. É irônico que a mentira, tão mal afamada, seja ao mesmo tempo um estímulo à inteligência e tenha tantos seguidores, que pelo consenso, a tornam real, e portanto, verdade. A mentira inaugura novos tempos e dimensões à realidade. Reorienta a crença das pessoas. Mentir não é fácil demais, apesar das conveniências. A mentira exige labor mental. A descrição estéril da realidade é coisa de preguiçosos. Poderia ser feita por um robô. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-3764151441873935176?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/3764151441873935176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=3764151441873935176' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3764151441873935176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3764151441873935176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2011/08/thus-spoke-zarafalse.html' title='Thus spoke Zarafalse'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-1918428910853475258</id><published>2011-02-28T16:55:00.000-03:00</published><updated>2011-02-28T17:04:37.762-03:00</updated><title type='text'>Ode démodé à mulher amada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu amo a mulher com alma. A mulher triste. A mulher triste com seus encantos de mulher. Beleza e tristeza. Par antinômico. Contradição para a beleza, mas truísmo para a tristeza. Maior engano não há para quem enxerga na beleza a promessa de felicidade, exceto, talvez, na própria beleza um amparo melhor, porque a beleza alheia certamente é triste como uma despedida. Como pode a mulher bela ser triste quando lhe pululam ilusões? Ou como podem ser alegres os olhos de quem apenas olha a beleza? Por isso mesmo somente a mulher com alma compreende a tristeza da condição da beleza e se desvencilha das ilusões para questionar o que é o amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-1918428910853475258?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/1918428910853475258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=1918428910853475258' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1918428910853475258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1918428910853475258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2011/02/ode-demode-mulher-amada.html' title='Ode démodé à mulher amada'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-2328920289932088788</id><published>2011-02-28T16:17:00.003-03:00</published><updated>2011-02-28T16:23:30.748-03:00</updated><title type='text'>O zen ocidental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Isso de não querer um amor para conseguir o amor; não querer dinheiro para conseguir dinheiro ou ainda de escrever algo simples para alcançar o grau último de sofisticação, esse tal orientalismo do pensamento é um auto-engano tão banal quanto a psicologia do contra. Quem retribui é o acaso e isso sim é um salto no escuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-2328920289932088788?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/2328920289932088788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=2328920289932088788' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2328920289932088788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2328920289932088788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2011/02/o-zen-ocidental.html' title='O zen ocidental'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-3300744185154030250</id><published>2010-07-14T15:17:00.002-03:00</published><updated>2010-07-14T15:29:45.705-03:00</updated><title type='text'>Novo Blog</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olá (para quem lê este blog),&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O semestre foi muito corrido e meu tempo acabei dedicando a outras coisas, abandonando parcialmente este blog. Aproveito o tempo das férias para informar que abri um novo blog (se me falta tempo para um blog, por que já não ter dois de uma vez?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.alissongebrimkrasota.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;www.alissongebrimkrasota.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;é o endereço do novo blog, que se chama &lt;strong&gt;SOCIAIS&lt;/strong&gt;. Voltado para o amplo sentido do que se entende por sociais, tem um tom mais acadêmico e pretende disseminar conhecimento através de fichamentos e ensaios. Tem também o intuito de adquirir conhecimento pela socialização com pessoas afins na área. Espero que seja proveitoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Quanto a este blog, estou a me deixar inspirar para escrever nova crônica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Abraços a todos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-3300744185154030250?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/3300744185154030250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=3300744185154030250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3300744185154030250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3300744185154030250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2010/07/novo-blog.html' title='Novo Blog'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-1747183231110271618</id><published>2010-01-19T01:44:00.000-02:00</published><updated>2010-01-19T01:51:44.715-02:00</updated><title type='text'>Amor e exílio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em Amor e Exílio, Isaac Singer conta que seu primeiro amor foi com uma mulher mais velha. Após terminarem, ele diz ainda que ela sabia desta inevitável e traumática separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: ele conclui que o amor não pode ser encarado como um jogo ao constatar face a face que o amor nela havia gangrenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num esforço de alteridade, imagino o outro lado da história. De fato, ela sabia o risco, não: a fatalidade que a esperava no relacionamento. Ainda assim, permite-se apaixonar novamente. Sabia que satisfaria todo o sexo de que ele era capaz, e que no momento em que ele ficasse satisfeito ficaria insatisfeito e confirmaria a experiência dela na experiência dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que então, cônscia disso, ela permite confundir sua tragédia com farsa? Por que se apaixonou novamente e não conseguiu mais se apaixonar? Qual a razão da última pétala ser mal-me-quer? Down in Love in down?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-1747183231110271618?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/1747183231110271618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=1747183231110271618' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1747183231110271618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1747183231110271618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2010/01/amor-e-exilio.html' title='Amor e exílio'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-1138152709497311206</id><published>2009-11-15T15:06:00.002-02:00</published><updated>2009-11-15T15:24:54.222-02:00</updated><title type='text'>O Grande Ditador</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não devemos iniciar uma conversa pela crítica. Vou procurar ser coerente com este axioma. Devemos primeiro apresentar o que há e ocupar-nos de sua apologia. É preciso reconhecer que todo discurso tem raiz a partir do que existe. Devemos ser gratos a esta materialidade que nos faz a consciência. Temos dívidas com nossos antepassados que sustentaram a sociedade até aqui, lugar de onde proferimos nossos discursos. Temos de pagar com gratidão moral aos Estados despóticos da Antiguidade, pois foram eles quem lançaram as bases de nossa tão alardeada cultura moderna, onde há, inclusive, lugar para a crítica irresponsável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, é comum nossos eruditos julgarem pejorativamente o Estado forte e despótico. Cospem em seus ancestrais e desdenham das tradições erigidas para nossa proteção. Nossos sábios convenientemente ignoram as condições sociais de onde originam seus discursos, a soberania que ampara a existência deles e que permite inclusive a ociosidade de sua ingratidão. Estes irresponsáveis procuram confundir a massa com promessas ocas firmadas no vento. Em suas poltronas, engendram utopias sem provar do salgado suor que foi necessário para a construção de suas poltronas. Aclamam uma fácil liberdade de consciência como se pudessem criar com palavras um novo mundo em sete dias. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A aclamada liberdade de discernimento é um fardo para o indivíduo. Este busca referência e liderança. Busca antes a satisfação imediata do necessário à sua sobrevivência. Deixados a céu aberto, os indivíduos revelam despudoradamente sua natureza egoísta e tiranizavam-se arbitrariamente, sem proveito algum. É preciso a tirania que traga proveito, civilização. É preciso a pedagogia da violência, onde o braço profano coage para a ordem e desenvolvimento. Urge que uma mão forte e um braço profano conduzam todas essas crianças e gente doente. Eles necessitam de um poder carismático e de uma liderança, porque não sabem conviver uns com os outros. É preciso reforçar a moral, a ordem, os meios coercivos, a autoridade, a hierarquia e as tradições. Deve-se ser diretivo e imperativo primeiramente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vejam os estragos que uma pequena abertura democrática já gerou! Vivemos um estado de anomia social e putrefação moral. Ficamos reféns de um aparato burocrático ocupado por especialistas em criar entraves e vias legais de corrupção. Coroamos nossas crianças pela supercidadania, ao mesmo tempo em que condenamos nossos velhos ao ostracismo. Ensinamos a elas a desobediência e o questionamento sem que elas conheçam o que questionam e desobedecem. Em nome da liberdade de direita e da igualdade de esquerda, a população faz somente consumir sem produzir. Exaltamos o desconstrutivismo como píncaro do conhecimento. E seguem desconstruindo o que foi sedimento e pago com o sangue das civilizações. Estamos em via de uma civilização sem cordão umbilical, parricida e matricida. E é contra este passado não mais presente, que nossos intelectuais bradam ideologicamente, no contrasenso da promoção da antítese de uma tese já extinta. E, indiferentemente ao povo pelo qual fingem agir em seu interesse, condenam estas crianças tolas e moribundas a celebrarem a miséria de uma liberdade para a morte. No fundo dizem - Sejamos orgulhosos em desdenhar da civilização que nos conduziu até aqui, o que tem ela a nos ensinar? Faremos algo melhor sem esforço, pois como por mágica nossos insultos à sociedade de então se converterão em paraíso.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É preciso recrudescer a tese e criar calos nas mãos dos sábios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-1138152709497311206?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/1138152709497311206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=1138152709497311206' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1138152709497311206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1138152709497311206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2009/11/o-grande-ditador.html' title='O Grande Ditador'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6655684455680695399</id><published>2009-08-12T20:13:00.001-03:00</published><updated>2009-08-12T20:17:01.851-03:00</updated><title type='text'>O ocaso vazio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;          &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;  No bonde não havia assentos vazios. Havia dezenas de pessoas em pé. Estava cheio, mas não insuportavelmente cheio. As pessoas em pé dispunham-se lado a lado ou coladas aos intervalos de paredes sanfonadas do veículo. Esticavam seus braços junto aos canos de apoio suspensos sobre suas cabeças. Fitavam o nada, ou por através, como garçons alheios. Entre elas havia uma menina por volta de seus dezesseis anos, mas que aparentava catorze dado o brilho de seus olhos escuros como uma bola 8 e à delicadeza de sua pele de tulipa. Usava cabelos compridos, lisos e castanhos. Era magra, mas de seu corpo brotavam femininas sinuosidades. Vestia tênis, jeans branco e um top preto, que deixavam nus seus ombros ossudos e a saboneteira de suas clavículas. Chamava-se Talita e possuía uma beleza comum. Entre os braços esticados no interior do ônibus, seus olhos encontraram, a poucos metros de distância, os olhos de Roberto, vizinho do seu bairro. Fitavam-se fugazmente, no ritmo desafinado do veículo, entrecortados pelo movimento dos passageiros. Apesar de reconhecerem um ao outro, o olhar não mais suscitava simpatia, mas sedução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;            Na semana seguinte, em ocasião semelhante, desceram no ponto final e caminharam juntos até suas casas. Conversaram banalidades disfarçando uma silenciosa concupiscência entre ambos. Antes de aproximarem-se de uma esquina na qual o comércio do bairro cedia espaço à vigilância das residências, ela parou            - Não quero voltar para casa agora. Vamos dar uma volta? – Disse olhando-o obliquamente. Dessa vez, usava um batom vermelho-almodóvar, que alienava sua boca do corpo e da idade.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Ele sabia que este era o momento para beijá-la. Ao seu instinto somava-se sua vontade, mas hesitava, afinal tinha 30 anos e aparentava mais com seus óculos Armani e sua barba por fazer. Roberto reprovava a hipocrisia, mas não conseguia ser sincero consigo mesmo, simplesmente por conter inúmeras contradições dentro de si. Roberto era alto, magro e displicente. Não sabia como acomodar a manga da camisa no casaco, nem a tristeza no olhar, mas sabia que este beijo era uma afronta à consciência coletiva da sociedade. Se se vislumbra a vida diante da morte, diante daquele olhar Roberto contemplou toda sua escassa vida amorosa, suas oportunidades desperdiçadas e seus desejos reprimidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Deliberadamente a beijou. Seus corpos eram garrafas de coquetel-molotov estouradas. A despeito de seu pensamento de que aquilo não era certo, seus dedos percorreram os cabelos esguios dela, infiltrando-se em sua nuca; seguiram dos ombros até suas costas, passando sobre o fecho do sutiã e, ao concentrarem-se em seu estreito quadril, como num passo de dança ela girou o próprio corpo em meia volta contra seu membro já rijo. Enquanto lambia dentro de sua orelha e acariciava seus pequenos seios, Roberto flagrou-se oniricamente e, aturdido pela surrealidade da cena na qual seu duplo representava a satisfação de seus anseios, acabou por interromper seu êxtase. Às pressas, puxou a moça para junto de si e, a passos largos e de mãos dadas com ela, fugiu enrubescido e com medo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Talita, por não compreender que aquela situação se desfazia no ar, mostrava-se insuportavelmente afetada, como uma recém-casada. Assim como a Índia perdera seu encanto de ilha na formação do Himalaia, Talita perdera o fascínio de ser a tautologia de si ao tornar-se uma península conhecida em seus relevos. Roberto não só havia saciado o desejo evocado por aquele corpo liso provando seus vazios, como havia virtualmente visto a satisfação de seu desejo. O fascínio que Talita incitou não era mais páreo para o pleonasmo de sua autosatisfação perversa. Nós amamos sempre aquilo que nos exclui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Ao seguirem rumo às residências, Talita percebera o rubor sobre Roberto e pôs-se num monólogo sobre não se ter idade para vivenciar relacionamentos, pois estava confiante em ser esta a causa do embaraço. Roberto pensara ter visto sua mãe na esquina da calçada oposta, mas era apenas uma idosa vizinha que os observava. Sentiu-se vigiado. Vigiado e julgado, pois que o olhar dos outros, para além de seu corpo de mãos dadas com a menina, recaía sobre sua paixão, pulsão e inadaptação, insinuando uma anátema índole pedófila, ainda que ele mesmo soubesse que tudo ocorreu de modo tão ambíguo que poderia parecer que fora ele o seduzido pela menina. Compreendendo-se vigiado e julgado, entendia também que cabia a si a punição sobre si, como quando o algoz entrega a arma para o réu cometer suicídio, posto que nossa subjetividade deva refletir o olhar normalizador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Absorto, incomunicável, solitário e miserável, era como se o oxigênio fosse um gás nocivo. Roberto reprovava a si mesmo e desprezava o agora olhar naïf de Talita. Sentia-se repugnante depois de ter atingido a pletora do que de mais soberbo oferecia a situação e, após deixar Talita na esquina de casa, sem esperança, na hora do crepúsculo, hora de ninguém, foi atropelado ao atravessar a rua, beijando com sangue o asfalto.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6655684455680695399?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6655684455680695399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6655684455680695399' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6655684455680695399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6655684455680695399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2009/08/o-ocaso-vazio.html' title='O ocaso vazio'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-3920442249059117963</id><published>2009-07-15T18:17:00.005-03:00</published><updated>2009-07-15T20:54:01.409-03:00</updated><title type='text'>Crônica de uma amizade anacrônica de gostos sincrônicos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;À Maurício Manassés Decker&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fomos a um pequeno café no centro da cidade. Era um café de esquina em frente a uma grande praça. A cafeteria estava vazia. Sentamos à uma minúscula mesa, junto à janela e próximo à porta. Tomávamos um espresso puro. Eu fumava um Carlton blue. Enquanto jogávamos papo fora, também inspecionávamos as mulheres que passavam em frente ou entravam no café. Falávamos sobre importantes amenidades: o que aconteceu no passado recente; os autos políticos do jornal; as listas canônicas de filmes; literatura; mulheres e todo o mundo masculino ligado à elas; enfim, sobre a vida e o que faz parte dela, inclusive a morte e seus desdobramentos, como o trabalho. Foi então que ele me falou sobre sua cosmologia, sua versão laica do joio e do trigo: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sabe, Aliócha, o mundo está dividido entre os elegantes e os javardos. Entre eles talvez haja os que potencialmente podem deixar de ser macacos. Você e eu nos salvamos. Não somos imbecis. Mas é impressionante o número de pessoas que teimam na burrice. Mais impressionante ainda que o número de genocídios não seja maior! O mundo até que é pacífico levando-se em conta que a humanidade está perdida. Salvam-se você, eu e mais uns dez no mundo todo. E eu não dou a mínima para os javardos e para as coisas de javardos. Eu apenas quero ser um elegante. Minha vocação é ser bon vivant. Sou um aristocrata sem terras. Não quero me limitar por causa dos limitados. Não quero ser forçado a me nivelar por baixo. Não quero ser confundido com a turba ordinária. Não pertenço ao grande público. Não pertenço às pessoas comuns. Sou avesso ao mau gosto do povo. Sou antipovo e seus clubes de futebol. Nada justifica tanta falta de cultura e civilização. Atropelam-se ao sair e ao entrar. Riem do humor mais extravagante. Não suportam conviver um segundo consigo mesmos. São unânimes em queimar os distintos. São incapazes de pensar por si próprios. Não suportam dúvidas. Adoram circos e coisas grosseiras. Comovem-se no vulgar e exaltam o lugar comum. Vestem-se mal. Engolem mal. Não. Isso definitivamente não é para mim. Não quero contar moedas e guardar o troco, nem para comprar, nem para vender. Não quero salgar minha comida com trabalho, esta coisa de escravos. Eu digo não. Eu quero viver livremente. Com cultura e meus amigos. Com boa comida e bebida. Com charutos. Com mulheres. Tragando a essência da vida e curtindo a existência para além dos pequenos prazeres imediatos dignos de qualquer ser sem consciência. Quero prazer maior do que o de colocar os pés para debaixo da coberta numa noite fria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas me parece que na atual fase do capitalismo não há mais lugar para aristocratas. Talvez nós sejamos os últimos dos elegantes. O kitsch impera entre ricos e pobres. Mesmo entre universitários e comunistas há um kitsch moral. Doutores e revolucionários javardos – acompanhei sua visão de mundo e a bunda de uma morena de pele clara que atravessava a rua. Usava cabelos curtos e um jeans apertado. Salto. Rebolava com muito charme. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele também a inspecionava e, com os olhos semicerrados, concluiu – É isso então - ao que assenti com a cabeça, sem dizer palavra e, quando a garota encontrava-se longe, prosseguiu – os últimos elegantes... Como gregos entre os medievais. Somos anacrônicos como carros cubanos. Mas não me sinto velho, sou maioral. Fiquei surpreso comigo quando escalei mês passado o Olimpo em menos tempo do que quando era mais jovem – argumentou conforme a lógica de um bêbado que faz malabarismos para provar a sobriedade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensei que comigo não era assim. Minha autoimagem era vaga e imprecisa. Não me sentia em posse de todos os atributos e pré-requisitos da idade. Não conhecia ninguém de minha idade e não saberia dizer qual a imagem de uma pessoa de 30 anos, nem me olhando no espelho e, apesar de conservar vívida em mim a imagem de meus 18 anos, sempre me senti como se tivesse 60, mesmo quando flertava com meninas de 18 anos. Não me sentia maioral. Sentia-me um pouco aquém e muito além de minha real idade. Ignorei isso e comentei: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Um aristocrata que escala montanhas, que fuma charutos e zela por uma vida saudável. Ocorre-me uma imagem sincrônica: você fumando um robusto enquanto escala uma rocha escarpada. No alto da montanha, milhares de virgens seminuas com caras garrafas de vinho dançando sobre livros ao som de Tom Jobim. Que tal? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você toma-me por avaro. Não te disse? Sou maioral. Vá lá a idéia de um gueto no monte Olimpo, mas certamente compartilhado com meus irmãos e com os demais montes. Você e mais os dez ou cem dos Andes ao Himalaia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A menina de cabelos curtos voltava. Fitá-mo-la. Ela retribuiu muito discretamente. Era um momento de singular perversão da realidade: a praça e o café eram o cume do monte; a charmosa garota uma ninfa entre as oréades; nós, gregos eupátridas. A atmosfera que criamos era elegante e comprazíamos nela. A menina passou. Nosso espresso, servido num recipiente parecido com um dedal, acabou. O alto da montanha na sublimação do cotidiano cedeu lugar à despesa da conta. Acertamos e seguimos pela avenida com nossa conversa entremeada pela inspeção. Pensei que éramos românticos e que nossa aristocracia fora de moda consistia em nossa amizade pinçada no tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-3920442249059117963?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/3920442249059117963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=3920442249059117963' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3920442249059117963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3920442249059117963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2009/07/cronica-de-uma-amizade-anacronica-de.html' title='Crônica de uma amizade anacrônica de gostos sincrônicos'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-2731780745960358914</id><published>2009-04-10T19:30:00.002-03:00</published><updated>2009-04-10T19:40:20.024-03:00</updated><title type='text'>ATO DE COMBATE À INTOLERÂNCIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/Sd_IvxgX6CI/AAAAAAAAAD8/EgrczvRKmOo/s1600-h/banner.GIF"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323194007643744290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/Sd_IvxgX6CI/AAAAAAAAAD8/EgrczvRKmOo/s400/banner.GIF" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-2731780745960358914?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/2731780745960358914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=2731780745960358914' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2731780745960358914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2731780745960358914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2009/04/blog-post.html' title='ATO DE COMBATE À INTOLERÂNCIA'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/Sd_IvxgX6CI/AAAAAAAAAD8/EgrczvRKmOo/s72-c/banner.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-2823734212572066535</id><published>2009-02-24T01:20:00.002-03:00</published><updated>2009-02-24T01:25:22.899-03:00</updated><title type='text'>Confessional</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos atrás queria morrer. Nada em particular. Apenas isso. Tinha tiques com advérbios como sempre e nunca. Era jejum ou feijoada. Tudo sentia muito forte. Nada passava em branco. Possuía uma sensibilidade aguçada. Palavras que me cabiam: ingênuo, inocente, romântico, idealista... Redundâncias. Era um tipo neo-barroco. Conflitos entre metafísico e Newtonfísico. Era o horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não quero morrer. Nada em especial. Apenas isso. As crises agudas viraram crônicas, os temas metafísicos, cotidianos. Ainda não desenvolvi o cinismo que gostaria, mas chego lá. Minha sensibilidade deixou de ser a explosão do meu eu em contato com a implosão do sistema. Não é contato, é uma saudade de uma perene fugacidade. Não é pele, é memória. É a lembrança de que somente você me diz o quanto eu sou vazio. É nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre querer e não-querer morrer conheci você. Naquele momento Thanatos perdeu para Eros. Eu parei de me cortar e de pensar em mim mesmo morto porque meu pensamento se ocupou de você. Na tua ausência eu te desenhava ou guardava algo teu para mim. Até hoje, não tem um único dia em que deixe de pensar em você. E quando vejo algo bonito eu guardo comigo para te contar mais tarde, mesmo sabendo que nem mais tarde você estará lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você trazia junto de si um Salinger e, de quebra, Belle Sebastian e Dave Mathews e mais. Eu te amei unindo todo meu sentimento com essa cultura que era sua prédica. Não com toda sua prédica. Eu tenho uma antologia de filmes, músicas, datas, fotos e etcs com você que me apontam para sensações surreais e metafísicas que me consomem na promessa de felicidade. Igualmente tenho tabus desantológicos com você que me fazem acordar suando frio de madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você quebrou meu coração. Eu queria ter tido maturidade para não gritar tão alto essa ferida. Eu queria, como você, ter tido maturidade para seguir em frente. Eu queria, como alguns outros, não ver nada demais em você. Eu queria nunca ter me separado de você. Queria acreditar que era possível viver junto amorosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, não quero morrer porque até querer morrer perdeu a graça. Hoje, como um ex-junkie penso “mais um dia, só por hoje”. Hoje, mesmo depois do que escrevi, escrevo o que escrevi. Amargo como chocolate amargo. Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-2823734212572066535?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/2823734212572066535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=2823734212572066535' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2823734212572066535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2823734212572066535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2009/02/confessional.html' title='Confessional'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-949829747234628471</id><published>2009-02-14T22:02:00.002-02:00</published><updated>2009-02-14T22:05:37.955-02:00</updated><title type='text'>INÚTIL ESFORÇO DE CONSIDERAÇÕES SOBRE A SEXUALIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;         “Todos nós vivemos – uns mais, outros menos – em um estado de miséria sexual”.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;                                                    Michel Foucault&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repressão não é a causa de nossa miséria sexual. A repressão é escória de nosso modo de vida. Portanto, o combate à repressão, ainda que positivo, é medida paliativa contra a miséria sexual. Também os perversos sofrem a miséria sexual! Pior se embevecidos pelo ar de transgressão. O prazer não é o antônimo de miséria sexual. A apologia do prazer não liberta. O Eros incontrolado é tão funesto quanto a morte. O prazer excita o poder e o poder incita o prazer na pseudoliberdade transgressiva. Fazer do corpo humano um instrumento de prazer e não de labuta? Ok, mas se o prazer conotar o sentido amplo de Eros que é vida. Podemos dizer com Marcuse que “hoje, a luta pela vida, a luta por Eros, é a luta política”. Nossa miséria sexual pessoal é também social. No entanto, devemos buscar nossa emancipação social (e sexual) na origem de nossa sociedade, que é imaginária e, portanto, ontológica. A instituição imaginária da sociedade não responde à critérios normativos, funcionais, racionais ou dialéticos. Em outras palavras, com a arbitrariedade que ocorreu a construção social da realidade, devemos reinventar nossa sexualidade. Não em recurso ao permitido e proibido, não em função da utilidade reprodutiva e benefícios ou malefícios fisiológicos; não em razão de nossa vontade de saber e nem em contraposição histórica ao nosso passado mais recente. Mas inaugurar a felicidade na sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                                                                                                               To be continued&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-949829747234628471?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/949829747234628471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=949829747234628471' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/949829747234628471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/949829747234628471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2009/02/inutil-esforco-de-consideracoes-sobre.html' title='INÚTIL ESFORÇO DE CONSIDERAÇÕES SOBRE A SEXUALIDADE'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6248959989696597256</id><published>2009-02-04T02:54:00.000-02:00</published><updated>2009-02-04T02:55:55.077-02:00</updated><title type='text'>CARTA ABERTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;À quem se importa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimes atrozes constam dos autos de Gênesis. O livro das origens conta que o pecado nasceu quando a humanidade se ocultou da solidariedade de Deus. Na antiguidade, a perfeita tradução da violência eram as cidades de Sodoma e Gomorra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Leviatã, o Estado, constituiu-se novo deus a fim de acabar com a satisfação bruta dos instintos. A lei do mais forte é abolida. A autoridade do Estado coage a socialização da humanidade e uma solidariedade surge novamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, o monstro Leviatã se ocultou da solidariedade da humanidade pelo pomo do dinheiro. A prioridade econômica gera anomia e a socialização dos indivíduos ocorre num estado crônico de guerra. A fórmula “o homem é o lobo do homem” retorna.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Curitiba é a neo-Sodoma no reflexo do Brasil. Emblemática de uma violência surda e absurda negligencia a si mesma. O braço profano da Pólis deve servir à comunidade civil, garantindo sua paz. Essa é a causa da Pólis e a pessoa não deve servir à esta causa, antes esta causa deve servir à pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Às custas da negligência do Estado em criar condições de socialização dos indivíduos e em punir aqueles desgraçados que praticam o pior, cedo demais nos despedimos unilateralmente de nossos queridos.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje é tempo de contrição. Osíris doou de si em favor da vida ante o caos criminal. Sei que a estrutura coletiva do discurso de pêsames é insensível à dor subjetiva. Ah, que dor! Sua vida se afirma radicalmente como a coisa mais querida. Afirma também todo o amor que houver nessa vida para sua menina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevo e choro. Choram outros colegas. A solidariedade desse choro semeia do juízo para justiça, da morte para vida e do tempo para a eternidade. Esse oceano de choro fará o dilúvio desta neo-Sodoma. Amém.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6248959989696597256?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6248959989696597256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6248959989696597256' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6248959989696597256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6248959989696597256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2009/02/carta-aberta.html' title='CARTA ABERTA'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-694255369797857718</id><published>2009-01-20T01:58:00.005-02:00</published><updated>2009-01-22T01:23:53.282-02:00</updated><title type='text'>Panomora histórico - Trecho de pré-projeto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Panorama histórico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro das discutíveis balisas históricas, a origem do grafite remonta à pré-história. É o que nos conta Celso Gitahy (1999, p. 11) “aquelas pinturas rupestres são os primeiros exemplos de graffiti (sic) que encontramos na história da arte”. Assim, nas cavernas de Lascaux o ser humano já se ocupava com esta experiência estética. Informa-nos ainda sobre as técnicas utilizadas: “os materiais utilizados eram terras de diferentes tonalidades, sucos de plantas, ossos fossilizados ou calcinados, misturados com água e gordura de animais.” (GITAHY, 1999, p. 12). O argumento é corroborado por Nicholas Ganz. Este aproxima ainda mais o grafite com a dita arte primitiva ao demonstrar que a semelhança entre estas artes, separadas apenas por alguns milênios, não é apenas a pintura em paredes como a própria técnica utilizada: “usando ossos furados para soprar pó colorido [...] anteciparam a técnica do estêncil e do spray” (GANZ, 2008, p. 8). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O historiador da arte, Ernst Gombrich, nos conta que os primórdios da arte são indissociáveis da magia e da religião: “não só a feitura de imagens nessas antigas civilizações estava vinculada à magia e à religião, como era também a primeira forma de escrita.”(GOMBRICH, 1999, p. 53). Em conflito com a genealogia artística dos autores acima, a arte primitiva não tinha a intenção de causar prazer pela contemplação, mas estava subordinada como utilidade à magia. Afirma o autor que os usos mágicos das imagens primitivas tinham a finalidade de dominar a natureza: “no poder produzido pelas imagens [...] os animais verdadeiros também sucumbiriam ao seu poder.” (GOMBRICH, 1999, p. 42). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É notório o viés funcionalista que Gombrich atribui à arte rupestre. Além disso, sua visão das sociedades humanas é antípoda à de Claude Levi-Strauss no que tange ao evolucionismo, pois para Gombrich “os primitivos são, por vezes, ainda mais vagos a respeito do que é real e do que é imagem” (GOMBRICH, 1999, p. 40). No entanto, o historiador não comete anacronismos artísticos, ou seja, não interpreta o passado teleologicamente à condição presente e nem força parentescos conceituais para atender modismos. Em outras palavras, o contexto histórico da arte rupestre possui seu próprio contexto cultural, com significados distintos apesar da suposta similaridade com que se interpreta sua aparência com o grafite. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O utilitarismo e o brando evolucionismo de Gombrich chocam-se com as contemporâneas observações de Levi-Strauss. Para o antropólogo, o homem da proto-história não é inepto para discernir entre imagem e realidade. Conforme sugerem Gitahy e Ganz, o homem pré-histórico pintava por prazer e não por necessidade. O pensamento selvagem (incluso sua arte) atende a um princípio de ordem do universo, princípio este comum a qualquer pensamento. De acordo com Levi-Strauss, o pensamento moderno difere do pensamento selvagem menos na natureza do que na forma de abordar o conhecimento. O pensamento selvagem é caracterizado pelas propriedades sensíveis da percepção e imaginação “exploração especulativa do mundo sensível em termos de sensível” (LEVI-STRAUSS, p.31). Este modo de conhecimento foi denominado de “ciência do concreto” e afirma Levi-Strauss (p. 31):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Essa ciência do concreto devia ser, por essência, limitada a outros resultados além dos prometidos às ciências exatas e naturais, mas ela não foi menos científica, e seus resultados não foram menos reais. Assegurados dez mil anos antes dos outros, são sempre o substrato de nossa civilização.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ora, se a contraposição de Levi-Strauss aparenta reforçar as origens históricas do grafite atribuídas por Gitahy e Ganz, que contribuição Gombrich oferece para esclarecer esta origem histórica? É preciso afirmar que o caráter utilitarista e evolucionista presente no escorço gombrichiano sobre arte rupestre não invalida a especificidade do contexto primitivo. Esta especificidade impede conexões plug and play arte primitiva-arte pós-moderna, ao menos academicamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fortalece a especificidade religiosa da arte rupestre Walter Benjamin (1994, p. 171): “as mais antigas obras de arte, como sabemos, surgiram a serviço de um ritual, inicialmente mágico, e depois religioso”. Assim, não se nega a capacidade do homem neolítico em realizar pinturas apenas por apreciação estética, mas a cosmologia em que nasce a arte primitiva está atrelada ao contexto religioso. A produção artística a serviço da magia na arte rupestre é confirmada pelo local escolhido como mural: o interior de grutas. Sendo as grutas escuras e de acesso ocasional, tendo em vista o constante movimento migratório do homem primitivo, a arte rupestre não era para ser vista, bastava que existisse. Nesta lógica, Benjamin argumenta a preponderância do valor de culto sobre o valor de exposição nas primeiras obras de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na pré-história a preponderância absoluta do valor de culto conferido à obra levou-a a ser concebida em primeiro lugar como instrumento mágico, e só mais tarde como obra de arte, do mesmo modo a preponderância absoluta conferida hoje a seu valor de exposição atribui-lhe funções inteiramente novas...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fica evidente, portanto, que o grafite não pode remontar à pré-história. A simples semelhança de desenhos em paredes não é suficiente para imputar ao homem primitivo os primórdios desta categoria de arte moderna. Do uso ritual da arte até sua emancipação como arte para exposição, com todas as escansões pertinentes à arte, se não é forçosa esta filiação é genérica demais a tautologia arte chama arte. Trocando em miúdos, há ruptura, e não continuidade, entre a arte primitiva e o grafite. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-694255369797857718?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/694255369797857718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=694255369797857718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/694255369797857718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/694255369797857718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2009/01/panomora-histrico-trecho-de-pr-projeto.html' title='Panomora histórico - Trecho de pré-projeto'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-2212713915716612361</id><published>2008-12-21T19:51:00.000-02:00</published><updated>2008-12-21T19:52:32.801-02:00</updated><title type='text'>Anacronismos Amorosos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esquecer é preciso. Não falo do útil de nosso mundo fútil. Falo de anacronismos amorosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marxistas do tempo dirão que o esquecimento é alienação. Os puristas do iluminismo totalitário que é melhor a memória, sempre. Os paranóicos alertarão que evitar o passado é repeti-lo. Uns que somos o que lembramos e a estes um shakespeariano não-ser como resposta. Outro que o importante são as emoções, quer ruins ou boas. A este uma Little Boy exclusiva e que cante suas emoções nucleares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações amorosas mortas oprimem como um pesadelo o cérebro dos vivos (marxistas-ortodoxos, não sejam tão sensíveis com esta paráfrase). Não é prudente deixar que mortos enterrem os vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lembrança amorosa ou é amarga ou é nostálgica e, portanto, inevitavelmente triste. Nela, tristeza e alegria convivem e mancomunam num crepúsculo maniqueísta. Na matemática dos amores, a teoria dos conjuntos correspondente diz que a tristeza, como os números reais, comporta a alegria, mas esta, como os números naturais, comporta somente a si mesma. Numa metáfora olfativa, a tristeza ainda é como um bom perfume francês, de boa fixação. Já a alegria, como um desodorante barato, deixa a desejar sua duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, coração! Se me quer bem, livra-me da tristeza dos grandes paquidermes, das memórias elefantais! Amigos poupem-me de seus souvenirs que não sejam em si úteis a qualquer estranho. Donzelas perdoem-me se rasgo vossas cartas e queimo vossos baratos mimos materiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendito seja o esquecimento, espécie de morte. E bendita seja a morte, para quem morre, fim do milagre das relações amorosas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-2212713915716612361?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/2212713915716612361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=2212713915716612361' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2212713915716612361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2212713915716612361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/12/anacronismos-amorosos.html' title='Anacronismos Amorosos'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-1478722878624251606</id><published>2008-12-14T19:43:00.000-02:00</published><updated>2008-12-14T19:45:02.553-02:00</updated><title type='text'>Resmungos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje é domingo. O domingo é o dia mais longo da semana. Reminiscências do novo descanso. Véspera do velho cansaço. Neste domingo, como em todos os outros, o tédio tomou conta de tudo. Normal. É no meu quintal que sentado ao pé de uma árvore, penso sobre mim (e sobre o quê mais pensaria?). Faz sol a pino, a ponto de provocar insolação em poucos minutos. Inquieto, acendo meu cachimbo; leio um livro; ouço música; durmo. Não necessariamente nessa ordem, nem necessariamente excludentes entre si. Passou o tempo? O tempo é arroubo de tempo no domingo. No domingo, o tempo pára! Ponho-me a escrever estas linhas, contra o tédio e a favor da alma. Temo que não seja bem assim, mas prossigo. Se presunçoso: para amar meu tédio e fazê-lo ser amado. Mas egoísta: para passar o tédio adiante. Realista: para evitar que eu seja o algoz de mim mesmo em sentença bruta.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-1478722878624251606?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/1478722878624251606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=1478722878624251606' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1478722878624251606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1478722878624251606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/12/resmungos.html' title='Resmungos'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-8717703648264845001</id><published>2008-11-19T23:53:00.001-02:00</published><updated>2008-11-19T23:56:57.724-02:00</updated><title type='text'>Amor antípoda</title><content type='html'>Ele viveu muitos anos o mesmo dia. O dia não era um tempo ou lugar, era uma mulher, mas com artigo definido feminino para ele. Se o sol raiasse, a perderia. Corria contra a rotação, no sol a pino. Sofria. Sofria com o prazer sinistro de mantê-la consigo, pois a aurora não distinguia dias e dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-8717703648264845001?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/8717703648264845001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=8717703648264845001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8717703648264845001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8717703648264845001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/11/amor-antpoda.html' title='Amor antípoda'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6247769421908850464</id><published>2008-10-18T10:30:00.004-03:00</published><updated>2008-10-18T23:32:36.216-03:00</updated><title type='text'>Os Amantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://odisseus.blogs.sapo.pt/arquivo/rene-magritte-os%20amantes.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://odisseus.blogs.sapo.pt/arquivo/rene-magritte-os%20amantes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6247769421908850464?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6247769421908850464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6247769421908850464' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6247769421908850464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6247769421908850464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/10/os-amantes.html' title='Os Amantes'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-2941107485909367339</id><published>2008-10-18T10:30:00.003-03:00</published><updated>2008-10-18T23:05:08.010-03:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;"O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de se dominarem a si mesmos."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Albert Schweitzer&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-2941107485909367339?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/2941107485909367339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=2941107485909367339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2941107485909367339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2941107485909367339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/10/blog-post_18.html' title='...'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-8606157540158855578</id><published>2008-10-12T17:08:00.001-03:00</published><updated>2008-10-12T17:24:25.727-03:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_GbtM-aVze1A/Runptm3lRAI/AAAAAAAAFH8/tfk7nd7S3uY/1300052h.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/_GbtM-aVze1A/Runptm3lRAI/AAAAAAAAFH8/tfk7nd7S3uY/1300052h.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-8606157540158855578?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/8606157540158855578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=8606157540158855578' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8606157540158855578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8606157540158855578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/10/blog-post.html' title='.'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_GbtM-aVze1A/Runptm3lRAI/AAAAAAAAFH8/tfk7nd7S3uY/s72-c/1300052h.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6989788221468082484</id><published>2008-10-11T21:39:00.000-03:00</published><updated>2008-10-11T21:40:37.832-03:00</updated><title type='text'>Crise do Capitalismo (de novo)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Aqueles entre nós que viveram os anos da Grande Depressão ainda acham impossível compreender como as ortodoxias do puro mercado livre, na época tão completamente desacreditadas, mais uma vez vieram a presidir um período global de Depressão em fins da década de 1980 e na de 1990, que, mais uma vez, não puderam entender nem resolver. Mesmo assim, esse estranho fenômeno deve lembrar-nos da grande característica da história que ele exemplifica: a incrível memória curta dos economistas teóricos e práticos. Também nos dá uma vívida ilustração da necessidade, para a sociedade, dos historiadores, que são os memorialistas profissionais do que seus colegas-cidadãos desejam esquecer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991 / Eric Hobsbawm; tradução Marcos Santarrita. – São Paulo: Companhia das Letras, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O histórico historiador tinha 12 anos na Depressão de 1929. Vive para constar nos autos a recente crise do terceiro ciclo neoliberal. É impressionante ler no passado o presente. Alberto Torres disse que o Brasil é um povo esquecido de si mesmo. A coisa é mais ontológica. O ser humano pergunta pelo que não é como diz o teólogo Karl Barth.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6989788221468082484?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6989788221468082484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6989788221468082484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6989788221468082484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6989788221468082484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/10/crise-do-capitalismo-de-novo.html' title='Crise do Capitalismo (de novo)'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-3841905227652695441</id><published>2008-10-11T12:25:00.002-03:00</published><updated>2008-10-11T12:29:49.103-03:00</updated><title type='text'>Sobre vinhos e sommeliers</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;                                                                             VI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Da mesma forma que na esgrima existiam as diversas posições e as regras de procedimento, o cerimonial do chá também era rígido, Musashi ouvira dizer.&lt;br /&gt;          E agora, observando Myoshu com atenção, ele considerou suas maneiras soberbas.&lt;br /&gt;          “Não vejo brechas em sua postura”, pensou Musashi, interpretando-a uma vez mais à luz da esgrima.&lt;br /&gt;          Quando um magistral espadachim se põe em pé, empunhando sua espada, sua aparência distancia-o dos simples mortais. E Musashi percebia a mesma impressionante solenidade na figura dessa anciã de quase 70 anos preparando o chá.&lt;br /&gt;          “Caminhos... A essência da arte... Todas as coisas assumem idênticas formas quando atingem a excelência”, pensou, contemplando embevecido os gestos da idosa mulher.&lt;br /&gt;           Logo, porém, caiu em si e percebeu que haviam depositado à sua frente uma chávena sobre um pequeno retalho quadrangular de crepe¹. Musashi nunca havia participado de uma cerimônia do chá e hesitou, sem saber como segurar a chávena ou beber o chá.&lt;br /&gt;          A chávena era tosca, desgraciosa como uma tigela de barro moldada por uma criança. No entanto, dentro dela, a espuma do chá tinha um tom verde escuro mais profundo e sereno que o céu.&lt;br /&gt;Musashi voltou-se em silêncio para observar Koetsu. Este já comia o seu confeito. Apanhou em seguida a chávena, envolveu-a com as duas mãos – como se estivesse aquecendo-as numa noite fria – e esgotou o seu conteúdo com dois ou três goles.&lt;br /&gt;          - Senhor Koetsu – disse Musashi, tomando coragem -, sou apenas um rústico guerreiro. Para ser sincero, jamais participei deste tipo de cerimônia. Não conheço as regras e nem sei Omo tomar o chá.&lt;br /&gt;         Ao ouvir isso, Myoshu voltou um olhar gentil em que havia uma leve censura e disse carinhosamente, como se falasse a um neto:&lt;br /&gt;          - O que é isso! Não existem regras na cerimônia do chá. Falar delas é pura impertinência, é falsa intelectualidade. Se você é um rude guerreiro, tome o chá como um rude guerreiro.&lt;br /&gt;         - Realmente?&lt;br /&gt;         - A arte do chá não consiste em etiqueta. Boas maneiras são uma questão mental. O mesmo se dá na esgrima, não é verdade?&lt;br /&gt;         - Sim, senhora.&lt;br /&gt;         - Não desperdice tempo pensando em boas maneiras ou perderá a oportunidade de saborear o chá. Se esta situação fosse transposta para a esgrima, seu corpo se enrijeceria e impediria a livre comunicação do espírito com a espada, não é verdade?&lt;br /&gt;         - Sim!&lt;br /&gt;         Cabisbaixo, Musashi esperou as próximas palavras da idosa mulher. Myoshu no entanto soltou uma risada cristalina e desculpou-se:&lt;br /&gt;         - Que digo eu! Nada sei de esgrima!&lt;br /&gt;         - Muito obrigado, senhora! Vou-me servir – disse Musashi. Ele desfez a postura formalizada que lhe provocava dores nas pernas e sentou-se como um guerreiro, cruzando os pés. Apanhou a chávena, tomou a infusão de um só gole e repôs o recipiente vazio sobre o retalho, descontraído como se estivesse tomando o chá habitual, depois de uma refeição.&lt;br /&gt;         “Amargo!”, pensou. Não podia dizer que apreciara o sabor, nem por delicadeza.&lt;br /&gt;         - Quer que lhe sirva outra chávena? – perguntou Myoshu.&lt;br /&gt;         - Não, muito obrigado.&lt;br /&gt;         Tanto alvoroço por aquilo? Que havia de mais nesse líquido amargo? Por que o serviço era objeto de sérias considerações e provocava comentários do tipo “gosto refinado”, “requinte da simplicidade”, e dava origem a termos como “cerimonial do chá”?&lt;br /&gt;         Musashi não conseguia compreender, mas nem por isso se sentia capaz de ir embora desprezando aquelas duas pessoas que desde o início haviam atraído sua atenção pela estranheza do seu comportamento. Se a cerimônia do chá fosse realmente apenas o que ele próprio fora capaz de perceber, não havia razão alguma para que sua prática, iniciada no período Higashi-yama, houvesse atravessado todos esses anos e se desenvolvido como uma nova expressão cultural até o presente estágio. Sobretudo, jamais haveria de receber a proteção e o apoio de personalidades como Hideoyoshi e Ieyasu.&lt;br /&gt;         Yagyu Sekishusai buscara refúgio nesse caminho em sua velhice. Pensando melhor, o próprio monge Takuan referia-se constantemente à cerimônia.&lt;br /&gt;         Em silêncio, Musashi voltou a contemplar a chávena sobre o retalho de crepe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eiji Yoshikawa.&lt;strong&gt;MUSASHI&lt;/strong&gt;.8ª edição.tradução do japonês por Leiko Gotoda. São Paulo: Estação Liberdade, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-3841905227652695441?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/3841905227652695441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=3841905227652695441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3841905227652695441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3841905227652695441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/10/sobre-vinhos-e-sommeliers.html' title='Sobre vinhos e sommeliers'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-4470590927989627071</id><published>2008-10-10T00:06:00.000-03:00</published><updated>2008-10-10T00:07:35.048-03:00</updated><title type='text'>Um frustrado de 26 anos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não há nenhum prazer fundamental! Nem isso, nem aquilo. Nem os tais amigos, candidatos mais altos contra a infelicidade em viver. Nem mesmo os livros! De resto: nem queijo, nem vinho; nem fumo, nem café; nem botecos, nem igrejas; nem artes, nem sexo. Nem as ficções sociais, condição sine qua non de nossa existência: amor, consagração profissional, etc. Aliás, nada há além de ficções sociais. Aliás, nada há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê a juventude? A plenitude? Tudo nem acaba porque nem existe! Pode a cultura funcionar como passatempo, mas não como salvação. Porque nos Tims e Bens e tais nos perdemos refinando-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não é uma piada de humor negro, porque costumo rir destas. A vida me deixa sério. Seria vergonhoso não saber viver se houvesse uma possibilidade diferente. E este simplesmente não é o meu caso. Questão de sorte talvez... Dei azar, certamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-4470590927989627071?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/4470590927989627071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=4470590927989627071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4470590927989627071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4470590927989627071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/10/um-frustrado-de-26-anos.html' title='Um frustrado de 26 anos'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-7767033925275621855</id><published>2008-10-05T21:45:00.004-03:00</published><updated>2008-10-05T22:00:08.411-03:00</updated><title type='text'>Excerto sobre o jornal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"ato abominável e voluptuoso designado pela expressão &lt;em&gt;ler o jornal&lt;/em&gt; e graças ao qual todas as degraças e cataclismos do universo, durante as últimas vinte e quatro horas, as batalhas que custaram a vida a cinqüentamil homens, os crimes, as greves, as bancarrotas, os incêndios, os envenenamentos, os suícídios, os divórcios, as cruéis emoções do estadista e do ator, transmutados para nosso uso pessoal - para nós que não temos qualquer interesse nessas matérias - em um banquete matinal, associam-se xcelentemente, de um modo particularmente excitante e tônico, à ingestão recomendada de alguns goles de café com leite".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(M. Proust, "Sentiments filiaux d'un parricide", in &lt;em&gt;Pastiches et mélanges&lt;/em&gt;, Paris, Gallimard, 1ed., 1919; col. Idées, 1970, p.200).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-7767033925275621855?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/7767033925275621855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=7767033925275621855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/7767033925275621855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/7767033925275621855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/10/excerto-sobre-o-jornal.html' title='Excerto sobre o jornal'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-9197384007518713232</id><published>2008-09-21T23:34:00.003-03:00</published><updated>2008-09-22T00:05:27.583-03:00</updated><title type='text'>Madonna Maria</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/SNcFgH15yAI/AAAAAAAAACU/geLUikXrPS0/s1600-h/eu+e+a+vo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248669940142688258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/SNcFgH15yAI/AAAAAAAAACU/geLUikXrPS0/s320/eu+e+a+vo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Poema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-9197384007518713232?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/9197384007518713232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=9197384007518713232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/9197384007518713232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/9197384007518713232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/09/madonna-maria.html' title='Madonna Maria'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/SNcFgH15yAI/AAAAAAAAACU/geLUikXrPS0/s72-c/eu+e+a+vo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-5361650525347256422</id><published>2008-07-06T12:02:00.003-03:00</published><updated>2008-12-11T13:43:36.724-02:00</updated><title type='text'>My funny Valentine</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/SHDiRJBtk3I/AAAAAAAAACM/SBhIdvn4PMU/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219920752231158642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/SHDiRJBtk3I/AAAAAAAAACM/SBhIdvn4PMU/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;My funny valentine&lt;br /&gt;Sweet comic valentine&lt;br /&gt;You make me smile with my heart&lt;br /&gt;Your looks are laughable&lt;br /&gt;Unphotographable&lt;br /&gt;Yet youre my favourite work of art&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Is your figure less than greek&lt;br /&gt;Is your mouth a little weak&lt;br /&gt;When you open it to speak&lt;br /&gt;Are you smart?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But dont change a hair for me&lt;br /&gt;Not if you care for me&lt;br /&gt;Stay little valentine stay&lt;br /&gt;Each day is valentines day&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Is your figure less than greek&lt;br /&gt;Is your mouth a little weak&lt;br /&gt;When you open it to speak&lt;br /&gt;Are you smart?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But dont you change your hair for me&lt;br /&gt;Not if you care for me&lt;br /&gt;Stay little valentine stay&lt;br /&gt;Each day is valentines day&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-5361650525347256422?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/5361650525347256422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=5361650525347256422' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5361650525347256422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5361650525347256422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/07/my-funny-valentine.html' title='My funny Valentine'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/SHDiRJBtk3I/AAAAAAAAACM/SBhIdvn4PMU/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-4128379903720072593</id><published>2008-07-06T11:47:00.002-03:00</published><updated>2008-07-06T12:10:00.162-03:00</updated><title type='text'>nothing, but flowers</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei que “os homens são criaturas entre cujos dotes instintivos deve-se levar em conta uma poderosa quota de agressividade. Em resultado disso, o seu próximo é, para eles, não apenas um ajudante potencial ou um objeto sexual, mas também alguém que os tenta a satisfazer sobre ele a sua agressividade, a explorar sua capacidade de trabalho sem compensação, utilizá-lo sexualmente sem o seu consentimento, apoderar-se de suas posses, humilhá-lo, causar-lhe sofrimento, torturá-lo e matá-lo. – Homo homini lupus.” (Freud).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Sei também que “‘as criancinhas não gostam’ quando se fala na inata inclinação humana para a ‘ruindade’, a agressividade e a destrutividade, e também para a crueldade”. (Freud).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Sei ainda que “O que o ser humano pode querer, são coisas, não espírito. O que o ser humano pode fazer é o sumo desenvolvimento de si mesmo, não amor. O que o ser humano pode alcançar na história é o quadro multicor de uma comunidade pluri-estruturada, com toda a gritante injustiça inexoravelmente ligada a essa estrutura; ou senão a coação, a monotonia e o estupor de uma caserna, onde a justiça suprema é que justamente vira suprema injustiça – jamais, porém, liberdade em amor e amor em liberdade. O amor possível ao ser humano é Eros. A justiça possível ao ser humano é a justiça civil. Mesmo a oração possível ao ser humano é arroubo de sentimento, um sentimento entre outros nem tão simpático assim”; que nós “não fazemos o bem. Nós fazemos o mal, e um terceiro não há”. (Barth).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Mas não me julgue pelo que sei ou pelo que afirmo conhecer. Não pense de mim que sou blasé quanto a isso. E se pareço cínico às vezes, é com desgosto. Falo isso para me manter com os pés no chão, porque dói. Mas o que quero mesmo é voar. É transcender tudo isso que sei, o princípio da Realidade. Sonhar. Atentar para o contrário de tudo isso. Para tudo aquilo que ciência alguma explica. Que mesmo a experiência histórica não experimentou. Não quero uma economia negativa das emoções, nem de soma zero, nem mesmo positiva dionisíaca à princípio do Prazer. Eu quero aquilo que não tem contrapeso, antônimo, oposto. O não-quantificado, nem qualificado. O sem-nome e inefável. O que insiste em ser apesar de todo decreto de sua morte e ausência. O socorro daquilo que dizem não existir, que mencionam com deboche. Entenda que me expresso mal. Que acredito no “The greatest thing you’ll ever learnIs just to love and be loved in return” de Bowie. Que acredito no amor e no “eu amo você”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-4128379903720072593?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/4128379903720072593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=4128379903720072593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4128379903720072593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4128379903720072593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/07/nothing-but-flowers.html' title='nothing, but flowers'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6835719539077230292</id><published>2008-06-30T22:05:00.002-03:00</published><updated>2008-06-30T22:10:25.139-03:00</updated><title type='text'>Amar o próximo...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;"Minha disposição é a mais pacífica. OS meus desejos são: uma humilde cabana com um teto de palha, mas boa cama, boa comida, o leite e a manteiga mais frescos, flores em minha janela e algumas belas árvores em frente de minha porta; e, se Deus quiser tornar completa a minha felicidade, me concederá a alegria de ver seis ou sete de meus inimigos enforcados nessas árvores. Antes da morte deles, eu, tocado em meu coração, lhes perdoarei todo o mal que em vida me fizeram. Deve-se, é verdade, perdoar os inimigos - mas não antes de terem sido enforcados"&lt;/em&gt; Heine.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6835719539077230292?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6835719539077230292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6835719539077230292' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6835719539077230292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6835719539077230292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/06/amar-o-prximo.html' title='Amar o próximo...'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6685026167499346040</id><published>2008-06-26T11:30:00.003-03:00</published><updated>2008-06-26T11:35:58.949-03:00</updated><title type='text'>O império dos prazeres baratos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"A maioria de nossas satisfações segue o modelo do "prazer barato" louvado pela anedota: o prazer obtido ao se colocar a perna nua para fora das roupas de cama numa fria noite de inverno e recolhê-la novamente".&lt;/span&gt;  Freud&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6685026167499346040?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6685026167499346040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6685026167499346040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6685026167499346040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6685026167499346040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/06/o-imprio-dos-prazeres-baratos.html' title='O império dos prazeres baratos'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-2610419830203067124</id><published>2008-06-18T00:13:00.002-03:00</published><updated>2008-06-18T00:20:15.679-03:00</updated><title type='text'>Teoria pós-colonial (dúvidas pertinentes...)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E por que a chamada Europa, península da Ásia, consegue angariar para si um reconhecimento mais do que legitimado, naturalizado, perante si mesma (o fato social de sua própria representação coletiva) e ao exterior, do status de continente, em oposição binária ao Outro que é o dito Oriente? E a tal África, ou outras localidades ficcionais geográficas continentais, “tiveram” de construir-se identitariamente univocamente segundo o espaço natural da grande porção de terras que lhe couberam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seriam os grandes “A”s continentais, mais a Oceania, forjados segundo critérios eurocêntricos? E se é assim, até que ponto essa arrogante divisão desdobra-se na formação de identidades nacionais, demitizando-se em recente processo, após séculos, pelas transnacionalidades flagrantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é também paradoxal que estas extensões assim interpretadas em continentes ao forjarem-se tenham, concomitantemente, forjado o meio de desmonte que seria o próprio processo de globalização iniciado em 1492 no sentido moderno, mas ciclicamente anacrônico desde o mito de babel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que teria catalisado essa desconstrução conceitual de território de Estados-nações? A mídia? Ou este esclarecimento conceitual é apenas amadurecimento da teimosa realidade que se exprimi há muito em conflitos de culturalismos, alteridades, culturas e etnias várias? Nos diversos helenismos expressados na história, manifestados em diversos sincretismo, hibridismos, resignificações, deslocamentos e metáforas alhures... Em formas espontâneas, coagidas, persuadidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não terá o desenvolvimento técnico-científico-informacional apenas intensificado essas trocas ao tempo que diminui o mundo humanizado, numa quiçá síntese acelerada minimalista dos fenômenos cronotopos, e com isso dar a conhecer uma transnacionalidade de tempos remotos, revelando que a cultura nunca teve pátria?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-2610419830203067124?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/2610419830203067124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=2610419830203067124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2610419830203067124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2610419830203067124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/06/teoria-ps-colonial-dvidas-pertinentes.html' title='Teoria pós-colonial (dúvidas pertinentes...)'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6294301003630658263</id><published>2008-06-10T22:18:00.000-03:00</published><updated>2008-06-10T22:24:10.809-03:00</updated><title type='text'>Ciencismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A ciência é fundamentalista. Intolerante. Permeia seu discurso o racismo às outras formas de conhecimento. Conveniente difamar o senso comum e demonizar a religião (e a filosofia, e a arte...). A fogueira científica tem queimado seus antigos mestres. A inquisição acadêmica perscruta seus discípulos e expurga deles qualquer linguagem que fuja à especialização dos mais iniciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a ciência não é também o senso comum, porém refinado? E seu objetivo não é produzir senso comum? E o senso comum já não está em dialética com a ciência, incorporando seu palavreado e conceitos e devolvendo num alcance médio (que seria o trocando em miúdo, talvez...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência ocupou o Olimpo, tem a visão privilegiada das coisas, julgou e condenou a concorrência. A ciência tem vocação totalitária. Ela ilumina (omnilux), mas a luz cega também. E o Olimpo é um mito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência não sabe fazer amor com o mundo. Ela castra!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6294301003630658263?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6294301003630658263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6294301003630658263' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6294301003630658263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6294301003630658263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/06/ciencismo.html' title='Ciencismo'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-4213167438910460277</id><published>2008-05-23T14:22:00.003-03:00</published><updated>2008-05-23T14:32:48.358-03:00</updated><title type='text'>Libelo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Teorias abstratas a-históricas situadas no vácuo. É o que reproduz didaticamente a sociologia acadêmica que curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campus de ilustres! Os imperadores lá estão. Lado a lado. Paralelos que são, por definição não se encontram naquela universidade. Pai e filho em guerra morna. Entre eles o magnífico senhor reitor (vale dizer que a denominação honorífica megalonarcísica supera com a proeza dos dons gramaticais da última flor do Lácio, os dons portugueses).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instituição-sociologia espreita do nono andar. Espreita seu umbigo burocrático; recria embates dissonantes de teorias desconexas; fragmenta conhecimentos de miríades de autores de capítulos fotocopiados; Livros? No mercado subterrâneo e durante as férias, onde os estudos realmente ocorrem! A sociologia instituída marginaliza os intelectuais independentes. Ela quer lacaios intelectuais. Ela quer notinhas e 75% de presença. Quer passar por importante com seus critérios estreitos. Valoriza seus títulos feudais que confere a si mesma. Avalia a importância das coisas sem humanismo nesse curso de humanidades. Ela quer automatismos mentais. Sedimentar os campos de discussão. Quer partos sem dor em cada trabalho de conclusão de graduação. Quer modos sumários de avaliar. É alienada da realidade e da própria universidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu digo Não! ao positivismo universitário. Eu quero ouvir a voz dos heréticos, dos poetas, autodidatas, universitários marginais. Eu quero os anátemas apócrifos! Quero ouvir suas complicações, desconstruções. Sem beligerância, sem debates antagônicos, mas com compreensão e troca intelectual. Eu quero estudo e reflexão num ambiente onde coexista mundivisões heterogêneas e não redutivas. Eu quero o humanismo crítico e laico que não eclipsa o sofrimento humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Intelectuais independentes, clamem no deserto!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-4213167438910460277?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/4213167438910460277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=4213167438910460277' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4213167438910460277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4213167438910460277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/05/libelo.html' title='Libelo'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-13354035156262897</id><published>2008-05-23T10:57:00.002-03:00</published><updated>2008-05-23T11:22:04.294-03:00</updated><title type='text'>Simplicidade...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Em Roma, o que mais me chamou atenção foi um&lt;br /&gt;prédio que ficava em frente das pombas.&lt;br /&gt;O prédio era de estilo bizantino do século IX.&lt;br /&gt;Colosso!&lt;br /&gt;Mas eu achei as pombas mais importantes do que o&lt;br /&gt;prédio". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Manoel de Barros)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"O homem que medita é um animal depravado"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Jean-Jacques Rousseau )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Porque pensar é não compreender...&lt;br /&gt;O mundo não se fez para pensarmos nele&lt;br /&gt;(Pensar é estar doente dos olhos)&lt;br /&gt;Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Alberto Caeiro)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-13354035156262897?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/13354035156262897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=13354035156262897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/13354035156262897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/13354035156262897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/05/simplicidade.html' title='Simplicidade...'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-601434393996917010</id><published>2008-04-23T17:45:00.000-03:00</published><updated>2008-04-23T17:48:23.607-03:00</updated><title type='text'>Adeus Você</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Adeus Você&lt;br /&gt;Los Hermanos&lt;br /&gt;Composição: Marcelo Camelo&lt;br /&gt;Adeus você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu hoje vou pro lado de lá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu tô levando tudo de mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que é pra não ter razão pra chorar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vê se te alimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E não pensa que eu fui por não te amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cuida do teu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pra que ninguém te jogue no chão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Procure dividir-se em alguém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Procure-me em qualquer confusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Levanta e te sustenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E não pensa que eu fui por não te amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quero ver você maior, meu bem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pra que minha vida siga adiante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Adeus você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não venha mais me negacear&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Teu choro não me faz desistir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Teu riso não me faz reclinar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acalma essa tormenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E se agüenta, que eu vou pro meu lugar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É bom...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Às vezes se perder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sem ter porque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sem ter razão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É um dom...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Saber envaidecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por si&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Saber mudar de tom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quero não saber de cor, também&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pra que minha vida siga adiante&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-601434393996917010?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/601434393996917010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=601434393996917010' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/601434393996917010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/601434393996917010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/04/adeus-voc.html' title='Adeus Você'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-8422161309638159271</id><published>2008-04-09T00:04:00.002-03:00</published><updated>2008-04-09T00:26:52.562-03:00</updated><title type='text'>À guisa de contribuição de fragmento aos ‘fragmentos de um discurso amoroso’</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;À Manuela Salazar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ENTRE TANTO. Após os escombros causados pela bomba atômica do amor, o sujeito amoroso reconstrói-se fechado, elegendo seus traumas indeléveis como monumentos ante o perigo amoroso e refreia-se ante o novo enamoramento, por temer esta grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Ao conhecer o ser amado, este põe em risco a cautela e faz da experiência novidade. Qual afã infantil que projeta em ecrã virtual a morte dos pais para aplacar a dor através de exagero virulento deste sofrimento previsto, o sujeito amoroso procura antecipar para si o fim, distanciando-se durante sua representação e mantendo em vista seu escape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Renascida de seus mil pedaços, a fênix, novamente à mira da flecha de Eros, está disposta a morrer, mas com mais vagar e menos intensidade. Mito sem rito. Ensaiado a própria morte e suas representações em repetição apenas. Rito sem mito. Mas não é isso possível, pois assim como o conteúdo permanece em relação dialética com a forma, o mito-rito permanece a despeito de toda desmitificação e esforço hermenêutico, comovendo apesar da repetição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O amor como homem-bomba que implode. Que dizer do tamanho pelo avesso? Terá, assim, fio de origem o labirinto? Resgate esse seqüestro? Renunciar a si não pós, mas pré fenômeno amoroso. Será possível tanto paradoxo? Viver e sobreviver? Paixão e amizade? Enamorar-se de si através do outro e dizer não para evitar a dor? Qual nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; O amor como prosa para não rimar com dor. Secreta e sabiamente não espera métrica e rimas, antevê o escândalo de vanguarda e quiçá o inequívoco fim. Entretanto, entre extremos, radicalmente equivoca-se, posto que o amor acontece além do fim (extremo=ex terminis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-8422161309638159271?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/8422161309638159271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=8422161309638159271' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8422161309638159271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8422161309638159271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/04/guisa-de-contribuio-de-fragmento-aos.html' title='À guisa de contribuição de fragmento aos ‘fragmentos de um discurso amoroso’'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-5340046025960455657</id><published>2008-03-15T00:36:00.002-03:00</published><updated>2008-03-15T00:46:40.838-03:00</updated><title type='text'>That Joke Isn't Funny Anymore</title><content type='html'>Park the car at the side of the road&lt;br /&gt;You should know&lt;br /&gt;Times tide will smother you&lt;br /&gt;And I will too&lt;br /&gt;When you laugh about people who feel so&lt;br /&gt;Very lonely&lt;br /&gt;Their only desire is to die&lt;br /&gt;Well, Im afraid&lt;br /&gt;It doesnt make me smile&lt;br /&gt;I wish I could laugh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But that joke isnt funny anymore&lt;br /&gt;Its too close to home&lt;br /&gt;And its too near the bone&lt;br /&gt;Its too close to home&lt;br /&gt;And its too near the bone&lt;br /&gt;More than youll ever know ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kick them when they fall down&lt;br /&gt;Kick them when they fall down&lt;br /&gt;You kick them when they fall down&lt;br /&gt;Kick them when they fall down&lt;br /&gt;You kick them when they fall down&lt;br /&gt;Kick them when they fall down&lt;br /&gt;You kick them when they fall down&lt;br /&gt;Kick them when they fall down&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It was dark as I drove the point home&lt;br /&gt;And on cold leather seats&lt;br /&gt;Well, it suddenly struck me&lt;br /&gt;I just might die with a smile on my&lt;br /&gt;Face after all&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ive seen this happen in other peoples&lt;br /&gt;Lives&lt;br /&gt;And now its happening in mine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ive seen this happen in other peoples&lt;br /&gt;Lives&lt;br /&gt;And now its happening in mine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ive seen this happen in other peoples&lt;br /&gt;Lives&lt;br /&gt;And now its happening in mine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ive seen this happen in other peoples&lt;br /&gt;Lives&lt;br /&gt;And now its happening in mine&lt;br /&gt;Oh ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ive seen this happen in other peoples&lt;br /&gt;Lives&lt;br /&gt;Oh ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And now its happening in mine&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ive seen this happen in other peoples&lt;br /&gt;Lives&lt;br /&gt;Oh ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And now, now, now its happening in mine(Ive seen this happen)&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;br /&gt;Oh... now, now&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ive seen this happen in other peoples&lt;br /&gt;Lives&lt;br /&gt;Oh ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And now its happening in mine(happen)&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;br /&gt;Oh ...&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ive seen this happen in other peoples&lt;br /&gt;Lives&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh ...&lt;br /&gt;And now, now, now its happening in mine&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;br /&gt;Mine, mine&lt;br /&gt;Happening in mine&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-5340046025960455657?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/5340046025960455657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=5340046025960455657' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5340046025960455657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5340046025960455657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/03/that-joke-isnt-funny-anymore.html' title='That Joke Isn&apos;t Funny Anymore'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-4681150296253031335</id><published>2008-03-08T00:43:00.003-03:00</published><updated>2008-03-08T01:05:03.889-03:00</updated><title type='text'>R$193,00? Eu não pago...</title><content type='html'>Tesão. Comprei (e num sebo!) A HISTÓRIA DA ARTE de E.H. GOMBRICH. É o acontecimento do meu final de semana e talvez estará entre os melhores deste ano...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-4681150296253031335?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/4681150296253031335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=4681150296253031335' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4681150296253031335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4681150296253031335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/03/r19300-eu-no-pago.html' title='R$193,00? Eu não pago...'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6037301774703417282</id><published>2008-03-08T00:30:00.001-03:00</published><updated>2008-03-08T00:42:01.625-03:00</updated><title type='text'>Travado (Acossado)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;            “- Olá, como vai?; Bom final de semana!...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;            Não estou conseguindo desenvolver para muito além disso. Caixa de supermercado. Engraçado porque quando conseguia não era por aí que começava ou terminava. Mas agora estou destreinado de convívios. Travado. E quando falo o que realmente penso, soa realmente estranho para os outros. Como é que se faz para ser um boa praça? Eu definitivamente não nasci para ser superbacana. Se der sorte passo por gênio deambulante, ao menos por 15 minutos. A franca carência é insuportável em rodas. Sua ergonomia só se ajusta aos cantos. Vejo-me agradecendo por meus direitos e desculpando-me por faltas que não são minhas. Eu talvez fosse interessante se me dessem a chance. Mas errar o pênalti é ostracismo certo à condescendente oportunidade. Minha autoparódia, longe de despertar graça, gera escárnio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            “Ok então, nos falamos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6037301774703417282?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6037301774703417282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6037301774703417282' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6037301774703417282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6037301774703417282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/03/travado-acossado.html' title='Travado (Acossado)'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-1196517904557204097</id><published>2008-03-02T15:22:00.002-03:00</published><updated>2008-03-02T15:54:34.381-03:00</updated><title type='text'>Culpa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;" - Sempre que passo por uma experiência apavorante, procuro imaginar como seria muito mais pavoroso estar na situação inversa. Isto é, se eu estivesse provocando pavor em alguém. Assim, obtenho uma compensação psicológica. Alguma vez você já incutiu pavor numa pessoa, um pavor tão forte ou maior do que os que você mesmo já experimentou?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Oe, Kenzaburo, Uma Questão Pessoal. - São Paulo, Companhia das Letras, 2003.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-1196517904557204097?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/1196517904557204097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=1196517904557204097' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1196517904557204097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1196517904557204097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/03/culpa.html' title='Culpa'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-2644092963628053270</id><published>2008-03-01T18:12:00.005-03:00</published><updated>2008-03-01T18:28:14.564-03:00</updated><title type='text'>solidão a dois</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O mal do século é a solidão. Eu concordo. Dizem também que se sente só quem está mal acompanhado. Trocando em miúdos, mesmo que você esteja sozinho, se você for uma boa companhia para si mesmo não será audiência para a solidão. Então, seguindo esta lógica, mesmo estando mal acompanhado de outra pessoa, você bastará a você mesmo, como bom amigo de si, para espantar a solidão. Não concordo. Acho que tenho o direito de considerar-me boa companhia para mim mesmo, inda que provavelmente não o seja para os outros, e ainda assim me sinto só. Engraçado o primeiro ditado me confortar mais que o segundo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Olhando os casais sinto vontade de estar acompanhado. Ter alguém com quem dividir ou multiplicar. Sinto-me incapaz, entretanto, de ter um relacionamento do tipo. Olhando os casais mais de perto, no entanto, sinto confortado também por estar sozinho. Cuidar só de mim e correr o risco por conta própria. O risco do tédio de viver.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-2644092963628053270?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/2644092963628053270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=2644092963628053270' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2644092963628053270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2644092963628053270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/03/solido-dois.html' title='solidão a dois'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6808728483285869463</id><published>2008-02-26T15:17:00.002-03:00</published><updated>2008-02-26T15:26:23.809-03:00</updated><title type='text'>Coisas...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;HUm... Minha inspiração para Tese de Conclusão de Curso (TCC) engatada com um possível mestrado era na área de semiologia, unindo minha formação em Desenho Industrial (Técnico-Artístico) com minha formação em Ciências Sociais (Humanas). No entanto não há sequer farelo desse campo na UFPR. Nada de Baudrillard, Eco, Barthes... Esses ilustres não conhecem seu prestígio na Reitoria de nossa Universidade Federal do Paraná, ao menos no deparamento de Ciências Sociais. Que professor me orientará? Preciso me adaptar ao que está em voga...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6808728483285869463?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6808728483285869463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6808728483285869463' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6808728483285869463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6808728483285869463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/coisas.html' title='Coisas...'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-5993905552277987317</id><published>2008-02-26T11:46:00.004-03:00</published><updated>2008-02-26T11:53:18.779-03:00</updated><title type='text'>práxis do aforismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Diz o ditado que quem procura acha. Mas diz-se também que em questões amorosas o melhor é não procurar alguém, que quando você menos espera aparece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O sentido original do ditado semita é justamente o amoroso: deixar-se encontrar. Talvez o dito amor seja esse encontro de duas solidões. Minha solidão é intensa e confusa, difícil encontrar outra solidão parecida. As canditatas à altura até hoje são a saudade e a morte.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-5993905552277987317?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/5993905552277987317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=5993905552277987317' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5993905552277987317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5993905552277987317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/prxis-do-aforismo.html' title='práxis do aforismo'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-3683102662547124054</id><published>2008-02-23T21:01:00.001-03:00</published><updated>2008-02-23T21:04:14.007-03:00</updated><title type='text'>Teoria Geral do Direito: O Direito como Regra de Conduta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Teoria Geral do Direito&lt;br /&gt;Norberto Bobbio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira Parte&lt;br /&gt;Teoria da norma jurídica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo I&lt;br /&gt;O direito como regra de conduta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Um mundo de normas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto de vista normativo, o direito como um conjunto de normas, ou regras de conduta. A experiência jurídica é uma experiência normativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos ser livres, mas na verdade estamos envoltos numa densa rede de regras de conduta, que desde o nascimento até a morte dirigem nossas ações nesta ou naquela direção. A maior parte dessas regras já se tornou tão habitual que não percebemos mais sua presença. O direito constitui uma parte notável, e talvez também a parte mais visível, da nossa experiência normativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regras de conduta, religiosas, morais, jurídicas, sociais, que mantiveram a corrente das paixões, do interesses e dos instintos dentro de certos limites e permitiram a formação daquelas sociedades estáveis, com suas instituições e seus ordenamentos, qu chamamos de “civilização”. As civilizações se caracterizam por ordenamentos de regras que contêm as ações dos homens que delas participam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Variedade e multiplicidade das normas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As normas jurídicas, são apenas uma parte da experiência normativa. Além das normas jurídicas, existem preceitos religiosos, regras morais, regras sociais, regras do costume, regras daquela ética menor que é a etiqueta, regras da boa educação e assim por diante. Além das normas sociais, que regulam a vida do indivíduo enquanto coexiste com outros indivíduos, existem normas que regulam as relações do homem com a divindade ou do homem consigo mesmo. Cada indivíduo pertence a diferentes grupos sociais: igreja, Estado, família, associações com fins econômicos, culturais, políticos ou simplesmente recreativos: cada uma dessas associações se constitui e se desenvolve por meio de um conjunto ordenado de regras de conduta. Finalidade de influenciar o comportamento dos indivíduos e dos grupos, de dirigir a ação dos indivíduos e dos grupos mais para certos objetivos que para outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. O direito é instituição?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem ao menos duas teorias diversas daquela normativa: teoria do direito como instituição e a teoria do direito como relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santi Romano contrapõe à concepção do direito como norma a concepção do direito como instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de direito deve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;strong&gt; a)&lt;/strong&gt; deve remeter-se ao conceito de sociedade. O que nõ sai da esfera puramente individual, o que não supera a vida do indivíduo como tal não é direito (ubi ius ibi societas) e, além disso, não existe sociedade, no verdadeiro sentido da palavra, sem que nela se manifeste o fenômeno jurídico (ubi societas ibi ius)...&lt;br /&gt;         &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; deve conter a idéia da ordem social: o que serve para excluir todo elemento que se refira ao puro arbítrio ou à força material. É ordenada ao menos em relação aos consócios...&lt;br /&gt;         &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; a ordem social posta pelo direito não é a dada pela existência. Não exclui tais normas; ao contrário, serve-se delas e as engloba na sua órbita, mas, ao mesmo tempo, as ultrapassa e as supera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Romano os elementos constitutivos do conceito do direito são três: a sociedade como base de fato em que o direito passa a existir, a ordem como fim a que tende o direito, e a organização como meio para realizar a ordem. Para Romano tem-se direito quando existe uma organização de uma sociedade ordenada, uma sociedade ordenada por meio de uma organização ou uma ordem social organizada. Essa sociedade ordenada e organizada é o que Romano chama de instituição. Dos três elementos constitutivos, aquele decisivo, é sem dúvida o terceiro. Grupo inorgânico ou não-organizado para a fase de grupo organizado. Passagem da fase inorgânica para a fase orgânica também é chamada de institucionalização. Um grupo social se institucionaliza quando cria a própria organização, e por meio da organização torna-se, segundo Romano, um ordenamento jurídico. Isso se revela uma incongruência, pode-se perfeitamente admitir que o dirito pressupõe a sociedade, ou seja é o produto da vida social; mas não se pode admitir que toda sociedade é jurídica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. O pluralismo jurídico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À teoria da instituição o mérito de ter ampliado os horizontes da experiência jurídica para além dos limites do Estado. A teoria da instituição rompeu o círculo fechado da teoria estatista do direito, que considera direito somente o direito estatal, e identifica o âmbito do direito com o âmbito do Estado.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;A sociedade medieval era uma sociedade pluralista, formada por vários ordenamentos jurídicos: havia ordenamentos jurídicos universais acima daqueles que hoje são os Estados nacionais, como a Igreja e o Império; e havia ordenamentos particulares abaixo da sociedade nacional, como os feudos, as corporações e as comunas. Mesmo a família, considerada na tradição do pensamento cristão como uma societas naturalis, era um ordenamento à parte. O Estado moderno formou-se por meio da eliminação ou da absorção dos ordenamentos jurídicos superiores e inferiores à sociedade nacional, mediante um processo que poderia ser chamado de monopolização da produção jurídica. Se por poder entendemos a capacidade que certos grupos sociais têm de emanar normas de conduta válidas para a totalidade dos membros daquela comunidade, e de fazê-las respeitar recorrendo até mesmo à força (o chamado poder coativo), a formação do Estado moderno caminha pari passu com a formação de um poder coativo cada vez mais centralizado, e, portanto, com a supressão gradual dos centros de poder inferiores e superiores ao Estado, o que resultou na eliminação de todo centro de produção jurídica que não fosse o do próprio Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Observações críticas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda teoria pode ser considerada do ponto de vista do seu significado ideológico e do ponto de vista do seu valor científico. Como ideologia, uma teoria tende a afirmar certos valores ideais e a promover certas ações. Como doutrina científica, seu objetivo não é outro senão compreender uma certa realidade e dar-lhe uma explicação. Na polêmica entre os pluralistas e monistas, de saber se o direito é somente o produzido pelo Estado ou também o produzido por grupos sociais diferentes do estado, é principalmente uma questão de palavras. Quem afirma que é direito apenas o direito estatal usa a palavra “direito” em sentido restrito. Quem considera, seguindo os institucionalistas, que é direito também aquele de uma associação para delinqüir, usa o termo “direito” em sentido amplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       &lt;strong&gt;  a)&lt;/strong&gt; A teoria normativa não coincide absolutamente, em linha de princípio, com a teoria estatista, ainda que, em linha de fato, muitos juristas estatistas sejam normativistas, e vice-versa, muitos normativistas sejam estatistas. A teoria normativa afirma que a experiência jurídica é a regra de conduta, enquanto a teoria estatista afirma serem essas regras coativas. A teoria estatista é uma teoria normativa restrita.&lt;br /&gt;         &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Romano escreveu que “antes de ser norma” o direito é “organização”. Ora, essa afirmação é discutível. O que significa organização? Significa distribuição de tarefas de modo que cada um dos membros do grupo contribua, segundo as próprias capacidades e competências, para a obtenção de um bem comum, mas essa distribuição de tarefas só pode ser realizada mediante regras de conduta. E, então, não é verdade que a organização vem antes das normas, mas é verdade o contrário, que as normas vêm antes da organização. A instituição nasce no momento em que nasce e toma forma uma certa disciplina das condutas individuais, disciplina destinada a conduzi-las a um fim comum. 1) que se definam os fins a que a instituição deverá tender; 2) que se estabeleçam os “meios”, ou pelo menos os meios principais, que se consideram apropriados para atingir esses fins; 3) que se atribuam as funções específicas de cada um dos componentes do grupo para que, através dos meios previstos, colaborem para a obtenção do fim. O processo de institucionalização e a produção de regras de conduta não podem ser desvinculados, quando nos deparamos com um grupo organizado, podemos ter certeza de encontrar um conjunto de regras de conduta que geraram aquela organização, se a instituição equivale a ordenamento jurídico, ordenamento jurídico equivale a conjunto de normas. Pode haver normatização sem organização; mas não pode haver organização sem normatização. Se é verdade que uma produção de normas quaisquer não é suficiente para criar uma instituição, também é verdade que não é possível criar uma instituição sem uma produção de regras.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria da instituição teve o mérito de ressaltar que só se pode falar de direito quando existe um conjunto de normas formadoras de um ordenamento, e que, portanto, o direito não é norma, mas um conjunto coordenado de normas; em suma, que uma norma jurídica nunca está sozinha, mas está ligada a outras normas com as quais forma um sistema normativo. Graças também à teoria da instituição, a teoria geral do direito evoluiu cada vez mais de teoria das normas jurídicas para teoria do ordenamento jurídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. O direito é relação intersubjetiva?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elemento característico da experiência jurídica é a relação intersubjetiva é doutrina muito antiga e periodicamente recorrente. Nasce da mesma idéia fundamental que originou a teoria da instituição, de que o direito é um fenômeno social. Segundo os defensores da instituição (sobretudo franceses), uma pura e simples relação entre dois sujeitos não pode constituir direito; para que surja o direito, é necessário que essa relação esteja inserida numa série mais ampla e complexa de relações constituintes, isto é, a instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os institucionalistas em geral refutam a doutrina da relação, por considerá-la inspirada por uma concepção individualista do direito, por aquela concepção predominante no jusnaturalismo dos séculos XVII e XVIII, segundo a qual o direito é produto da vontade de cada indivíduo, considerado como uma mônada separada das outras mônadas, e que, de fato, elevara à suprema categoria jurídica o acordo de duas ou mais vontades individuais, ou seja, o contrato, de modo que faça surgir a sociedade por excelência, o Estado, mediante aquele acordo de vontades de cada indivíduo, que se chamou contrato social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Immanuel Kant, Doutrina do direito (1797) “o conjunto das condições, por mio das quais o arbítrio de um pode conciliar-se com o arbítrio de um outro, segundo uma lei universal da liberdade” “O conceito do direito, enquanto ele se refere a uma obrigação correspondente [...], diz respeito em primeiro lugar apenas à relação externa, e precisamente prática, de uma pessoa para com uma outra, uma vez que as ações delas podem (imediatamente ou mediatamente) ter, como fatos, influência umas sobre as outras”. Importa para Kant repelir a tese de que o direito possa também consistir numa relação entre um sujeito e uma coisa. Para Kant há quatro tipos possíveis de relação com outros sujeitos: 1) a relação de um sujeito que tem direitos e deveres com um sujeito que tem apenas direitos e não deveres (Deus); 2) a relação de um sujeito que tem direitos e deveres com um sujeito que tem apenas deveres e não direitos (o escravo); 3) a relação de um sujeito que tem direitos e deveres com um sujeito que não tem nem direitos nem deveres ( o animal, as coisas inanimadas); 4) a relação de um sujeito que tem direitos e deveres com um sujeito que tem direitos e deveres ( o homem). Dessas quatro relações, só a última é uma relação jurídica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrente neokantiana, Giorgio Del Vecchio. 1) em relação ao próprio sujeito que realiza a ação ( que pode escolher a ação obrigatória e repelir aquela proibida); 2) em relação aos sujeitos a quem se dirige a ação (que podem escolher entre deixar que eu realize a ação ou impedir-me de realizá-la). A primeira constitui a valoração moral; a segunda, a valoração jurídica. Direito como um conjunto de relações entre sujeitos, de modo que se um tem o poder de realizar certa ação, o outro tem o dever de não impedi-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Exame de uma teoria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teoria generale del diritto, de Alessandro Levi. Fez do conceito de relação jurídica o pilar sobre o qual edificou sua construção. “relação jurídica” uma relação intersubjetiva, ou melhor, a reação entre dois sujeitos, sendo um titular de uma obrigação, o outro, de um direito. A função categorial da intersubjetividade é dada pelo fato de o filósofo do direito se servir dela para distinguir o direito da moral (que é subjetiva) e da economia (que coloca o homem em relação com as coisas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causa-nos suspeita, desde o início, o fato de Levi considerar a norma como fonte ideal da relação e afirmar que não pode haver direito fora do reconhecimento predisposto pelo direito objetivo. Para responder à pergunta: “o que é o direito?”, ele se refere, como qualquer adepto da teoria normativa, à regra que define a relação, e não à relação regulada. Essa suspeita se agrava quando, ao ter de indicar os atributos constitutivos da relação jurídica (ou seja, não de uma relação intersubjetiva qualquer, mas de uma relação intersubjetiva específica), ele diz que são a tutela, a sanção, a pretensão e a prestação (p.30): mas esses atributos não são característico da relação intersubjetiva considerada por si só (uma relação de amizade, por exemplo, é intersubjetiva, sem que de resto esses atributos característicos se manifestem), e sim deduzidos do fato de que essa relação é regulada por uma norma que prevê uma sanção em caso de ruptura da própria relação, em suma, pelo fato de ser regulada por uma norma jurídica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Observações críticas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma relação jurídica, é uma relação entre dois sujeitos, sendo que um deles, o sujeito ativo, é titular de um direito, e o outro, o sujeito passivo, é titular de um dever e obrigação. A relação jurídica é, em outras palavras, uma relação direito-dever. E o que significa ter um direito? Ter o poder de realizar determinada ação. Mas de onde deriva esse poder? Só pode derivar de uma regra, que no mesmo momento em  que atribui a mim esse poder, atribui a um outro, a todos os outros, o dever de não impedir a minha ação. E o que significa ter um dever? Significa sermos obrigados a nos comportar de determinado modo, quer essa conduta consista em um fazer, quer consista em um não-fazer. Mas de onde deriva essa obrigação? Só pode derivar de uma regra, que determina ou proíbe. M resumo, o direito nada mais é do que o reflexo subjetivo de uma norma autorizadora; e o dever nada mais é do que o reflexo subjetivo de uma norma imperativa (positiva ou negativa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação jurídica caracteriza-se não pela matéria daquilo que é objeto da relação, mas pelo modo côo os sujeitos se comportam um em relação ao outro. O que caracteriza a relação jurídica não é o conteúdo, mas a forma. Não se pode determinar se uma relação é jurídica com base nos interesses que estão em jogo; pode-se determinar apenas com base no fato de ser regulada ou não por uma norma jurídica. Não diremos que uma norma é jurídica porque regula uma relação jurídica, mas sim que uma relação é jurídica por ser regulada por uma norma jurídica. Existem relações econômicas, sociais, morais, culturais, religiosas, existem relações de amizade, de indiferença, de inimizade, existem relações de coordenação, de subordinação, de integração. Mas nenhuma dessas relações é naturaliter jurídica. Os juristas dizem que uma relação, enquanto não é levada em consideração pelo direito, é uma relação de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três teorias não se excluem reciprocamente e, portanto, é estéril toda batalha doutrinária para fazer triunfar uma ou outra. A teoria da relação, o aspecto da intersubjetividade; a teoria da instituição, o aspecto da organização social; a teoria normativa, o aspecto da regularidade. A experiência jurídica nos coloca diante de um mundo de relações entre sujeitos humanos organizados de maneira estável em sociedade mediante o uso de regras de conduta. A intersubjetividade e a organização são condições necessárias para a formação de uma ordem jurídica; o aspecto normativo é a condição necessária e suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoria geral do direito / Norberto Bobbio; tradução Denise Agostinetti; São Paulo: Martins Fontes, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-3683102662547124054?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/3683102662547124054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=3683102662547124054' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3683102662547124054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3683102662547124054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/teoria-geral-do-direito-o-direito-como.html' title='Teoria Geral do Direito: O Direito como Regra de Conduta'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-4415587700578611036</id><published>2008-02-22T15:04:00.005-03:00</published><updated>2008-02-22T15:19:36.882-03:00</updated><title type='text'>Desempregado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- tudo o que eu disser vc diz gado no final, tá bom?&lt;br /&gt;- Tá bom!&lt;br /&gt;- mouse&lt;br /&gt;- mousegado&lt;br /&gt;- luva&lt;br /&gt;- luvagado&lt;br /&gt;- toca&lt;br /&gt;- tocagado&lt;br /&gt;- desempre&lt;br /&gt;- desempregado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um peão no jogo de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"me compram, me vendem, me estragam, e é tudo mentira, me deixam na mão"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-4415587700578611036?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/4415587700578611036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=4415587700578611036' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4415587700578611036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4415587700578611036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/desempregado.html' title='Desempregado'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6403077401999481078</id><published>2008-02-21T12:03:00.002-03:00</published><updated>2008-02-22T15:24:55.651-03:00</updated><title type='text'>Habilitado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A-ha U-hu, a carteira de motorista é minha!!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6403077401999481078?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6403077401999481078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6403077401999481078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6403077401999481078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6403077401999481078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/habilitado.html' title='Habilitado'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-7342972080418341441</id><published>2008-02-16T01:55:00.002-02:00</published><updated>2008-02-16T02:10:11.148-02:00</updated><title type='text'>Y NADA MÁS e UIRAPURU</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agradeço e sinto apreço pela Ana Paula que me indicou a primeira música e pelo Maurício que me indicou a segunda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Silvio Rodriguez&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Y nada más&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Composição: Desconhecido&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MuoDJp-8RSk&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=MuoDJp-8RSk&amp;amp;feature=related&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta extraña tarde&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;desde mi ventana&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;trae la brisa vieja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;de por la mañana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No hay nada aquí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;solo unos días&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;que se aprestan a pasar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;solo una tarde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;en que se puede respirar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;un diminuto instante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; inmenso en el vivir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;después mirar la realida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;dy nada más, y nada más. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ahora me parece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;que hubiera vivido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;un caudal de siglos por viejos caminos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No hay nada aquí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;solo unos días&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;que se aprestan a pasar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;solo una tarde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;en que se puede respirar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;un diminuto instante &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;inmenso en el vivir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;después mirar la realidady nada más, y nada más&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;NILO AMARO E SEUS CANTORES DE ÉBANO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;UIRAPURU &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=47wH2_ojG3I"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=47wH2_ojG3I&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uirapuru, uirapuru,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Seresteiro, cantador do meu sertão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uirapuru, ô, uirapuru,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tens no canto as mágoas do meu coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A mata inteira, fica muda ao teu cantar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo se cala, para ouvir tua canção,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que vai ao céu, numa sentida melodia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vai a deus, em forma triste de oração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se deus ouvisse o que te sai do coração,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entenderia, que é de dor tua canção,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E dos seus olhos tanto pranto rolaria,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que daria pra salvar o meu sertão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uirapuru, uirapuru,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Seresteiro, cantador do meu sertão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uirapuru, ô, uirapuru,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tens no canto as mágoas do meu coração&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-7342972080418341441?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/7342972080418341441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=7342972080418341441' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/7342972080418341441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/7342972080418341441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/y-nada-ms-e-uirapuru.html' title='Y NADA MÁS e UIRAPURU'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-5185978757758214528</id><published>2008-02-16T01:36:00.001-02:00</published><updated>2008-02-16T02:14:37.972-02:00</updated><title type='text'>Desencontros e Encontros</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;À procura de alguém qualquer um não serve. Às vezes, no entanto, basta um estalo para surgir um fiel cavalheiro. À flor da pele todo gesto é um sinal, cada ato uma coincidência e, um momento, perfeito para redenção e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito amém os anjos, logo se torna óbvio o desencanto. A realidade te bate na cara, e entre a indiferença e o vazio, lá está de novo, o coração com defeito para o amor. Recorda-se o motivo do porquê não dá certo. Mas essa lúcida lembrança permanece também poucos minutos. A solidão não. Dura mais. Mas muito mais, e, ao contrário do que dizem, não passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era para celebrar encontros inusitados, desencontros que coincidem, mas não deu dessa vez ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-5185978757758214528?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/5185978757758214528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=5185978757758214528' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5185978757758214528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5185978757758214528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/desenontros-e-encontros.html' title='Desencontros e Encontros'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-8520694341899512839</id><published>2008-02-16T01:31:00.002-02:00</published><updated>2008-02-16T01:36:17.120-02:00</updated><title type='text'>Sei lá</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Pois É&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Los Hermanos&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Composição: Marcelo Camelo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pois é, não deu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Deixa assim como está sereno&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pois é de Deus&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo aquilo que não se pode ver&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E ao amanhã a gente não diz&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E ao coração que teima em bater&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;avisa que é de se entregar o viver&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pois é, até&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Onde o destino não previu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei mas atrás vou até onde eu consegui&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Deixa o amanhã e a gente sorri&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que o coração já quer descansar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Clareia minha vida, amor, no olhar&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-8520694341899512839?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/8520694341899512839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=8520694341899512839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8520694341899512839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8520694341899512839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/sei-l.html' title='Sei lá'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-5504449336013748700</id><published>2008-02-14T13:56:00.003-02:00</published><updated>2008-02-14T14:06:13.838-02:00</updated><title type='text'>Sobre negócios, reputação e outras coisas...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Bom dia, Sr. Marullo. Creio que já é tarde.&lt;br /&gt;- Alô, rapaz. Você fechou depressa, hein?&lt;br /&gt;- Toda a cidade fechou. Julguei que o senhor estivesse na missa.&lt;br /&gt;- Hoje não há missa. Único dia do ano em que não há missa.&lt;br /&gt;- Ah, é? Eu não sabia. Posso lhe ser útil em alguma coisa?&lt;br /&gt;Os braços gordos e curtos moveram-se, nos cotovelos, para frente e para trás:&lt;br /&gt;- Doem-me os braços, rapaz. Artrite... Cada vez pior.&lt;br /&gt;- E o senhor não pode fazer nada?&lt;br /&gt;- Eu faço tudo... Emplastros, óleo de cação, pílulas... Mas continua doendo. Tudo em ordem, e fechado. Talvez possamos ter uma conversa, hein, rapaz?&lt;br /&gt;Seus dentes cintilavam.&lt;br /&gt;- Alguma coisa errada?&lt;br /&gt;- Errada? Que é que está errado?&lt;br /&gt;- Bem, se o senhor esperar um minuto, levarei estes sanduíches até o banco. Encomenda do Sr. Morphy.&lt;br /&gt;- Você é um rapaz esperto. Presta serviço. Isso é bom.&lt;br /&gt;Ethan atravessou a mercearia, cruzou o beco e bateu à porta dos fundos do banco. Entregou o leite e os sanduíches a Joey.&lt;br /&gt;- Obrigado. Não precisava se incomodar.&lt;br /&gt;- Isto é serviço. Marullo mandou trazer.&lt;br /&gt;- Podia fazer o favor de colocar na geladeira duas Coca-Colas para mim? Estou com a boca seca como o diabo.&lt;br /&gt;Ao voltar, Ethan deparou com Marullo observando uma lata de lixo.&lt;br /&gt;- Onde deseja conversar, Sr. Marullo?&lt;br /&gt;- Comecemos por aqui, rapaz – respondeu, apanhando na lata umas folhas de couve-flor. – Você está cortado demais.&lt;br /&gt;- Para que fiquem com melhor aspecto.&lt;br /&gt;- Couve-flor vende-se a peso. Você está jogando dinheiro no lixo. Conheço um sujeito grego, esperto, que possui, talvez, uns vinte restaurantes. Ele me disse que o segredo é a gente observar as latas de lixo. O que se joga fora não se vende. Ele é um sujeito esperto.&lt;br /&gt;- Sim, Sr. Marullo.&lt;br /&gt;Ethan dirigiu-se, inquieto, para a frente da mercearia, seguido de Marullo, que dobrava os cotovelos para a frente e para trás.&lt;br /&gt;- Molhou bem as verduras, como eu disse? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Claro.&lt;br /&gt;O patrão apanhou um pé de alface:&lt;br /&gt;- Parece seco.&lt;br /&gt;- Bem, bem, Marullo, eu não quero alagá-las... Elas já tem, agora, um terço de água.&lt;br /&gt;- Faz com que elas pareçam vivas, bonitas e frescas. Pensa que eu não sei? Comecei com uma carrocinha de mão... Somente uma. Eu sei. Você precisa aprender os truques, rapaz. Do contrário, fracassará. A carne, por exemplo... Você está pagando muito.&lt;br /&gt;- Bem, nós anunciamos carne tipo A.&lt;br /&gt;- A, B e C... quem é que percebe a diferença? Está no cartão, não está? Agora, precisamos ter uma boa conversa. Muita gente está com suas contas atrasadas... Quem não pagar até o dia quinze... terá o seu crédito cortado.&lt;br /&gt;- Não podemos fazer isso. Muitas dessas pessoas compram aqui há vinte anos.&lt;br /&gt;- Ouça, rapaz. Essas lojas que se estendem em rede pelo país não venderiam um níquel fiado a John D. Rockefeller.&lt;br /&gt;- Certo, mas esta gente, quase toda ela, é boa e merece crédito.&lt;br /&gt;- Que é que “merece crédito”? Isso prende o dinheiro. As lojas em cadeia compram vagões de mercadorias. Nós não podemos fazer isso. Você tem que aprender rapaz. Certamente... gente boa! Dinheiro também é bom. Você tem muito resto de carne no refrigerador.&lt;br /&gt;- Era só sebo e gordura.&lt;br /&gt;- Está bem, se você pesa antes de cortar. Precisa cuidar da norma número um. Se você não cuidar dela, quem é que cuidará? Você precisa aprender, rapaz.&lt;br /&gt;Os dentes de ouro, essa vez, não brilharam, pois Marullo tinha os lábios cerrados como uma armadilha.&lt;br /&gt;A raiva, então, apoderou-se, súbito, de Ethan, e sem que ele próprio o percebesse, respondeu, surpreso:&lt;br /&gt;- Eu não trabalho com cinzel, Marullo.&lt;br /&gt;- Quem trabalha com cinzel? É assim que se faz bom negócio, e o bom negócio é o único eu permanece firme. Você pensa que o Sr. Baker dá alguma coisa de graça, rapaz?&lt;br /&gt;Ethan, então, explodiu.&lt;br /&gt;- Ouça, aqui! – gritou. – Os Hawleys vivem aqui desde meados de 1700. o senhor é estrangeiro. Não poderia saber disso. Durante todo esse tempo, temos convivido decentemente com os nossos vizinhos. Se o senhor pensa que pode tomar um barco na Sicília e mudar tudo isso, está enganado. Se quiser o seu emprego, pode ficar com ele... já, agora mesmo. E não me chame de rapaz, se não quiser levar um soco no nariz... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dentes de Marullo brilhavam agora.&lt;br /&gt;- OK, OK! Não fique zangado. Estou procurando apenas ajudá-lo.&lt;br /&gt;- Não me chame de rapaz. Minha família está aqui há duzentos anos.&lt;br /&gt;Aquilo soava, aos seus próprios ouvidos, como uma infantilidade – e sua raiva se aplacou.&lt;br /&gt;- Não falo muito bem inglês. Você pensa que Marullo é um nome qualquer, um nome imigrante italiano, um nome de carcamano. Meus genitori, meu nome tem talvez dois, três mil anos. Marullo vem de Roma, diz Valerius Maximus. Que são duzentos anos?&lt;br /&gt;- Mas o senhor não é daqui.&lt;br /&gt;- Há duzentos anos vocês também não eram.&lt;br /&gt;Agora, sua raiva dissipada por completo, Ethan viu algo que faz com que um homem duvide da constância das realidades exteriores. Viu o imigrante, o carcamano, o vendedor de frutas ambulante transformar-se diante de seus olhos: viu-lhe a testa larga, o forte nariz aquilino, os olhos penetrantes e destemerosos, viu-lhe a cabeça assentada em músculos vigorosos, viu um orgulho tão profundo e confiante que podia permitir-lhe agir com humildade. Era a descoberta chocante que faz um homem pensar: se não percebi isso, que outras coisas não terei deixado de ver?&lt;br /&gt;- O senhor não precisa falar como carcamano – disse ele, baixinho.&lt;br /&gt;- Bom negócio. Eu ensino o senhor a fazer negócio. Sessenta e oito anos tenho eu. Minha mulher morreu. Artrite! Dói. Procuro mostrar como se faz negócio. Talvez você não aprenda. Muita gente não aprende. E vai para a falência.&lt;br /&gt;- Grande oportunidade! Não possuo negócio nenhum.&lt;br /&gt;- Você ainda é jovem.&lt;br /&gt;- Ouça aqui, Marullo – replicou Ethan. – Eu praticamente dirijo esta casa para o senhor. Encarrego-me dos livros, levo dinheiro ao banco, encomendo mercadorias. Conservo os fregueses. Eles voltam novamente. Acaso isso não é bom negócio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro... você aprendeu alguma coisa. Você já não é mais um rapazinho. Você fica furioso quando o chamo de rapaz. Como é que vou chamá-lo? Chamo todo mundo de rapaz.&lt;br /&gt;- Procure usar o meu nome.&lt;br /&gt;- Não parece uma coisa amiga. Rapaz é mais amigo.&lt;br /&gt;- Mas não é um tratamento digno.&lt;br /&gt;- Digno não significa amigo.&lt;br /&gt;Ethan riu:&lt;br /&gt;- Quando se é caixeiro em casa de italiano, precisa-se tr dignidade... por causa da esposa, por causa dos filhos. Compreende?&lt;br /&gt;É um fingimento.&lt;br /&gt;- Claro que é. Se eu tivesse, de verdade, alguma dignidade, nem pensaria nisso. Quase esqueci uma coisa que o meu velho pai me disse pouco antes de morrer. Que o começo do insulto está em relação direta com a inteligência e a segurança que a gente sente. Que a expressão “filho da puta” só é um insulto para o homem que não está muito certo quanto ao passado de sua mãe. Mas como é que se poderia insultar Albert Einstein? Ele então ainda estava vivo. De modo que o senhor pode continuar a me chamar de rapaz, se quiser.&lt;br /&gt;- Está vendo, meu rapaz? É mais amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN STEINBECK – O INVERNO DA NOSSA DESESPERANÇA – EDITORA RECORD – RIO DE JANEIRO – 1961 – PGS. 27-30.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-5504449336013748700?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/5504449336013748700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=5504449336013748700' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5504449336013748700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5504449336013748700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/sobre-negcios-reputao-e-outras-coisas.html' title='Sobre negócios, reputação e outras coisas...'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-7436267168945355797</id><published>2008-02-03T22:48:00.001-02:00</published><updated>2008-02-14T13:59:48.355-02:00</updated><title type='text'>Nem intelectual total, nem específico, antes o preguiçoso...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava a pensar quem são os intelectuais. Decerto pessoas que cursaram terceiro grau. Mas não ouvi dizer de um engenheiro intelectual. Parece que a intelectualidade tem mais afinidade com a literatura, a política, história. As ciências "curtidas" (não-puras) e "preguiçosas" (não-aplicadas). Faço Ciências Sociais. Quando crescer serei intelectual (nerd)!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-7436267168945355797?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/7436267168945355797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=7436267168945355797' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/7436267168945355797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/7436267168945355797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/intelectuais-nerds.html' title='Nem intelectual total, nem específico, antes o preguiçoso...'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-8399008851066993316</id><published>2008-02-03T22:35:00.001-02:00</published><updated>2008-02-14T13:59:18.434-02:00</updated><title type='text'>ProRunner</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje fui ao Jardim Botânico para correr. Corri 5.100.000 mm. Corri pra caraleo!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-8399008851066993316?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/8399008851066993316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=8399008851066993316' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8399008851066993316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8399008851066993316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/prorunner.html' title='ProRunner'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-8971364778818607784</id><published>2008-02-03T11:45:00.001-02:00</published><updated>2008-02-14T13:58:45.303-02:00</updated><title type='text'>Vai, vem embora</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Carnaval, carnaval, carnaval&lt;br /&gt;Fico tão triste quando chega o carnaval&lt;br /&gt;Eu me lembro duas noites de alegria&lt;br /&gt;E recordo que perdi minha Maria"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Melodia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu, você, João&lt;br /&gt;Girando na vitrola sem parar&lt;br /&gt;E o mundo dissonante que nós dois&lt;br /&gt;Tentamos inventar&lt;br /&gt;Tentamos inventar&lt;br /&gt;Tentamos inventar&lt;br /&gt;Tentamos&lt;br /&gt;A felicidade&lt;br /&gt;A felicidade&lt;br /&gt;A felicidade&lt;br /&gt;A felicidade&lt;br /&gt;Eu, você,&lt;br /&gt;Quarta-feira de cinzas no país&lt;br /&gt;E as notas dissonantes se integraram&lt;br /&gt;Ao som dos imbecis"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Caetano Veloso)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-8971364778818607784?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/8971364778818607784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=8971364778818607784' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8971364778818607784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/8971364778818607784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/02/vai-vem-embora.html' title='Vai, vem embora'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-2585438180273924272</id><published>2008-01-30T12:51:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T13:03:01.069-02:00</updated><title type='text'>Fichamento Miguel Reale</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.mat.ufpr.br/~matioli/minhahome/imagens/ufpr.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.mat.ufpr.br/~matioli/minhahome/imagens/ufpr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://tecnocientista.info/Imagens/applications/PhotoGalleryManager/images/x_ufpr_curitiba_pr.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Capítulo I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;OBJETO E FINALIDADE DA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOÇÃO ELEMNTAR DE DIREITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Senso comum: o Direito é lei e ordem, conjunto de regras obrigatórias que garante a convivência social graças ao estabelecimento de limites à ação de cada um de seus membros.&lt;br /&gt;A palavra lei refere-se à ligação, liame, laço, relação, o que se completa com o sentido nuclear de jus, que invoca a idéia de jungir, unir, ordenar, coordenar.&lt;br /&gt;Santi Romano: “realização de convivência ordenada”. Brocardo: ubi societas, ibi jus (onde está a sociedade está o Direito), de recíproca verdadeira. O Direito é um fato social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I.P.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;–&lt;/span&gt; origem religiosa do direito. Vocábulos como lei, jungir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante milênios o homem cumpriu o Direito. É somente num estágio bem maduro da civilização que as regras jurídicas adquirem estrutura e valor próprios, independente das normas religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I.P. –&lt;/span&gt; noção positivista; evolucionista; científicocêntrica. (o homem não era capaz de problematizar o direito como se antes a mentalidade humana não fosse tão desenvolvida quanto agora (Levi-Strauss), a religiosidade permeava o conhecimento como se já ela não fosse conhecimento ou base do conhecimento...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conscientização do Direito é a semente da Ciência do Direito. O fato desliga-se do fado (destino divino) e converte-se em fato teórico (I.P. – ateu ou eufemisticamente secular).&lt;br /&gt;Direito como realidade jurídica (fato social) e como ordem de conhecimento (ciência) (I.P - como se ciência não fosse um fato social). Giambattista Vico: “verum ac factum convertuntur”, o verdadeiro e o fato se convertem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MULTIPLICIDADE E UNIDADE DO DIREITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser o Direito social e histórico, e de subdividir m diversos campos existem algumas “constantes” que permite identificar a experiência jurídica.&lt;br /&gt;O Direito divide-se em duas grandes classes: o Direito Privado (relativa à relação do homem com seu semelhante) e o Direito Público (relações que se referem ao Estado e traduzem o predomínio do interesse coletivo).&lt;br /&gt;Os ramos do Direito são chamados de disciplina. Disciplinador é quem rege os comportamentos humanos, sabe impor ou inspirar uma forma de conduta aos indivíduos. Disciplina é um sistema de princípios e regras a que os homens, de qualquer idade e classe social, devem ater suas condutas, bem como entes coletivos e o próprio Estado. Parêmia: ubi jus, ibi ratio, sendo que razão significa tanto medida (ração) quanto motivo ou causa. Ninguém pode exercer uma atividade sem razão de direito. Direito Público – Direito Constitucional e o Direito Administrativo. Direito Privado – Direito Civil e o Direito Comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I.P. 1 –&lt;/span&gt; Locke: “A lei é o discurso de quem detém o poder”. Essas medidas (rações) são desproporcionais. A disciplina é constrangedora não por sua força moral, ou mesmo pela força física fundada em força moral, mas somente pela força física revertida nos diferentes âmbitos: econômico, moral, e física propriamente dita.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I.P. 2 –&lt;/span&gt; engrandecimento do Direito para justificação de sê-lo. Tal engrandecimento na noção de legitimidade original que detém e no uso legitimado de exercer amplos poderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Direito está pressuposto em cada ação do homem que se relacione com outro homem. Existem tantas espécies de normas e regras jurídicas quantos são os possíveis comportamentos e atitudes humanas. Se o comportamento humano é delinqüência, sofre regras penais, se à consecução de um objetivo útil, as normas jurídicas cobrem-na com seu manto protetor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I.P. –&lt;/span&gt; o direito como pressuposto de toda atitude humana, conscientemente ou não disso? BAH! [desenvolver uma possível contestação]. A fidelidade é um direito, caso de poder, dever ou não dever? Poderia acaso ser espontânea, ou não cobrada? Análogo a Marx, onde a ordem econômica seria a premissa de todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe um Direito Comercial que nada tenha a ver com o Direito Constitucional. As disciplinas jurídicas representam e refletem um fenômeno jurídico unitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COMPLEMENTARIDADE DO DIREITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unidade física ou mecânica – entes homogêneos.&lt;br /&gt;Unidade orgânica ou Unidade de fim – cada parte só existe e tem significado em razão do todo em que se estrutura e a que serve. O todo se constitui para perseguir um objetivo comum.&lt;br /&gt;Unidade finalística ou teleológica – Concerne à Ciência Jurídica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LINGUAGEM DO DIREITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde quer que exista uma ciência existe uma linguagem correspondente. “os juristas falam uma linguagem própria e devem ter orgulho de sua linguagem multimilenar, dignidade que bem poucas ciências podem invocar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I.P. –&lt;/span&gt; fascismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O DIREITO NO MUNDO DA CULTURA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizar o Direito no mundo da cultura no universo do saber humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O MÉTODO NO DIREITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Método é o caminho que deve ser percorrido para a aquisição de um resultado exato ou rigorosamente verificado. Sem método não há ciência. O conhecimento vulgar nem sempre é errado, mas o que compromete é a falta de segurança quanto àquilo que afirma. A ciência é uma verificação de conhecimentos, e um sistema de conhecimentos verificados. Cada ciência tem a sua forma de verificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I.P. –&lt;/span&gt; visão positivista de ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NATUREZA DA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciência introdutória, propedêutica. Sistema de conhecimentos, recebidos de múltiplas fontes de informação, destinado a oferecer os elementos essenciais ao estudo do Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;CAPÍTULO II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;O DIREITO E AS CIÊNCIAS AFINS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOÇÃO DE FILOSOFIA DO DIREITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Filosofia”, de philos (amizade, amor) e sophia (ciência, sabedoria). A amizade não é relação fortuita, ocasional. A “Filosofia” pode ser vista como dedicação desinteressada e constante ao conhecimento. No que se refere à Filosofia do Direito, seria ela uma perquirição das condições morais, lógicas e históricas do fenômeno jurídico e da Ciência do Direito. O Direito é um fenômeno histórico-social sempre sujeito a variações no espaço e no tempo. Que é Direito? Em que se funda ou se legitima o Direito? Qual o sentido da história do Direito? O filósofo do Direito indaga princípios lógicos, éticos e histórico-culturais do Direito. A Filosofia do Direito é a Filosofia da Ciência do Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOÇÃO DE CIÊNCIA DO DIREITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ciência do Direito ou Jurisprudência tem por objeto o fenômeno jurídico tal como ele se encontra historicamente realizado. A Ciência do Direito é sempre ciência de um Direito positivo, isto é, como experiência efetiva, passada ou atual. Não há Ciência do Direito em abstrato, sem referência direta a um campo de experiência social. A ciência do Direito é uma forma de conhecimento positivo da realidade social segundo normas ou regras objetivadas, ou seja, tornadas objetivas, no decurso do processo histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOÇÃO DA TEORIA GERAL DO DIREITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ciência Jurídica procura estruturar as normas segundo princípios ou conceitos gerais unificadores. “Teoria”, do grego theoresis, significa a conversão de um assunto em problema, sujeito à indagação e pesquisa, a fim de compreensão que correlacione entre si as partes e o todo. Aristóteles ensinava que não há ciência senão do genérico, pois que o foco nas miudezas não capta a essência. A Ciência Jurídica se eleva a uma Teoria Geral do Direito, que representa a parte geral comum a todas as formas de conhecimento positivo do Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIREITO E SOCIOLOGIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sociologia tem por fim o estudo do fato social na sua estrutura e funcionalidade para saber como os grupos humanos se organizam e se desenvolvem, m função de múltiplos fatores que atuam sobre as formas de convivência. A Sociologia não tem por função traçar normas ou regras para o viver coletivo, mas antes verificar como a vida social comporta diversos tipos de regras. Há muito tempo a Sociologia deixou o propósito de Augusto Comte de englobar todos os valores do saber positivo. Hoje a Sociologia não se preocupa em atingir formas puras. A Sociologia Jurídica procura compreender como as normas jurídicas se apresentam como experiência humana, com resultados que não raro se mostram bem diversos dos que eram esperados pelo legislador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIREITO E ECONOMIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primo vivere, deinde philosophari, antes viver e depois filosofar. A subsistência é prioritária entre os fins da conduta humana. Heróis, sábios e santos podem abnegar a subsistência em benefício de outros valores, mas é exceção.&lt;br /&gt;A produção e distribuição de bens indispensáveis ou úteis à vida coletiva é a razão de ser da Economia. Dada a concepção marxista da história, cabe analisar a relação entre o fenômeno jurídico e o econômico.&lt;br /&gt;Segundo o chamado “materialismo histórico”, o Direito não seria senão uma superestrutura, de caráter ideológico, condicionada pela infra-estrutura econômica. É esta que, no dizer de Marx, modela a sociedade, determinando as formas de Arte, de Moral ou de Direito, em função da vontade da classe detentora dos meios de produção. Por outro lado, a nova estrutura repercute, por sua vez, sobre a vida econômica, condicionando-a. Há, em suma, uma relação dialética entre o econômico e o jurídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I.P. –&lt;/span&gt; Contrapondo-me ao economista Karl Marx, a vida não começa nem termina no econômico, tendo diversos planos e vieses que não este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;CAPÍTULO III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;NATUREZA E CULTURA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na coexistência estabelecem os indivíduos relações de coordenação, subordinação, integração, relações essas com o concomitante aparecimento de regras. Há uma realidade natural (dado, cru) e uma realidade humana, cultural ou histórica (construído, cozido). Em Do Espírito das Leis, Montesquieu define a lei como uma “relação necessária que resulta da natureza das coisas”. Essa definição vale tanto para leis físico-matemáticas como para as leis culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I.P. –&lt;/span&gt; Na lógica de Sahlins e Descola o natural não é dado. Não há a dicotomia natureza/sociedade como também de indivíduo/sociedade. No que concerne às leis, há aqui a naturalização das leis, como imanentes ao homem e não como fato social. Que estória é essa de leis da natureza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONCEITO DE CULTURA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dissemos que o universo apresenta duas ordens de realidade: uma realidade natural ou físico-natural, e outra, que denominamos realidade cultural. Do alemão temos Kultur, com preterição do termo “civilização”, mas a palavra em si é genuinamente latina, como cultura agri (agricultura) e como cultura animi.&lt;br /&gt;Pois bem, “cultura” é o conjunto de tudo aquilo que, nos planos material e espiritual, o homem constrói sobra a base da natureza, quer para modificá-la, quer para modificar-se a si mesmo. A existência é uma constante tomada de posição segundo valores. A cultura existe exatamente porque o homem, em busca da realização de fins qu lhe são próprios, altera aquilo que lhe é “dado”, alterando-se a si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I.P. –&lt;/span&gt; A cultura como necessariamente teleológica? O meio pode ser o próprio fim e vice-versa....&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-2585438180273924272?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/2585438180273924272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=2585438180273924272' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2585438180273924272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2585438180273924272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/fichamento-miguel-reale.html' title='Fichamento Miguel Reale'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-1346150095355766817</id><published>2008-01-29T16:52:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T16:57:32.949-02:00</updated><title type='text'>Muitas Globalizações</title><content type='html'>&lt;a href="http://pewforum.org/events/120406/berger2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://pewforum.org/events/120406/berger2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"A dinâmica cultural da globalização como uma cultura global emergente, fundamentalmente de origem ocidental, especialmente americana, que se disseminasse pelo mundo tanto no nível da elite quanto no nível popular.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;A expressão “globalização” ganhou um peso emocional no discurso público, seja como promessa de uma sociedade civil internacional, levando a uma nova era de paz e democratização, seja como uma “Chernobyl cultural”.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Tanto a promessa quanto a ameaça têm sido muito exageradas. A questão aqui é a dimensão cultural do fenômeno, sendo a “cultura” compreendida como as crenças, valores e estilos de vida das pessoas comuns em sua existência cotidiana.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Aquilo que todos dão como certo nem sempre está errado. De fato, há uma nova cultura global, e de fato ela tem uma origem e um conteúdo fortemente americanos. O historiador chileno Cláudio Veliz a chamou de “fase helenística da civilização anglo-americana”. Naquela época, a Grécia virtualmente não tinha poder imperial; hoje, embora os Estados Unidos de fato tenham uma grande parcela de poder, sua cultura não está sendo imposta aos outros por meios coercitivos.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;A língua é um fator crucial para a difusão cultural. O principal veículo do helenismo oi o coiné, o grego básico e quase vulgar no qual, não por acaso, o Novo Testamento foi escrito. Os milhões de pessoas em todo mundo praticam inglês porque querem acessar a Internet e melhorar suas perspectivas profissionais, não porque pretendem ler Shakespeare ou Faulkner.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Mas as pessoas não utilizam a linguagem inocentemente. Toda linguagem traz consigo uma carga de conotações cognitivas, normativas e mesmo emocionais. Basta pensar em expressões aparentemente inócuas como “preferência religiosa” ou “orientação sexual”, ou frases como “não consigo expressar meu eu neste trabalho”, “preciso de mais espaço neste relacionamento” ou “você tem direito à sua opinião”.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;A emergente cultura global é disseminada tanto por veículos populares quanto por veículos de elite. Veículo de elite é o que Samuel Huntington chamou de “Cultura de Davos” (em função do encontro anual do Fórum Econômico Mundial realizado naquela cidade suíça), uma cultura internacional de líderes econômicos e políticos. Tem como mecanismo básico os negócios internacionais que comanda a globalização econômica e tecnológica. Há milhões que gostariam de ser convidados e que participam daquilo que os sociólogos batizaram de “socialização antecipatória”. (...)&lt;br /&gt;Há uma rede global de jovens ambiciosos nos negócios e em diversas profissões: uma espécie de Internacional Yuppie cujos membros falam um inglês fluente, vestem-se e comportam-se da mesma forma tanto no trabalho quanto fora dele, e de certo modo até pensam da mesma forma. É preciso ter cuidado antes de imaginar que essa aparente homogeneidade resume sua inteira existência. Para o bem ou para o mal, eles são cosmopolitas plenos. Mas outros buscam uma espécie de compartimentalização criativa, tentando dosar a participação na cultura global de negócios com vidas pessoais dominadas por questões culturais muito diferentes.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Há um outro setor da elite da emergente cultura global. É a globalização da intelligentsia ocidental; de “cultura de faculty club”. Ela é alimentada por um grande número de fontes: redes acadêmicas, fundações, organizações não-governamentais (ONGs), alguns órgãos governamentais e intergovernamentais. Ela cria mercados, mas os produtos são as idéias e os comportamentos invntados pelos intelectuais ocidentais (especialmente americanos), como as ideologias de direitos humanos, feminismo, ambientalismo e multiculturalismo, bem como as políticas e os estilos de vida que incorporam essas ideologias.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;“ideologia da saúde”, “bem-estar”, “entrar em forma”. A história da legislação antitabagista na África do Sul (orgulhosamente anunciada como a mais severa do mundo) foi o resultado direto disso – um resultado bizarro em um país assolado por uma catastrófica epidemia de AIDS. A ação claramente não foi fruto de uma preocupação pragmática com as mais urgentes necessidades do país na área de saúde, mas da influência da cultura de faculty club dominada pelo Ocidente.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;As culturas de Davos e do faculty club têm seus “centros” metropolitanos, com uma “periferia” que depnde delas. Mas os centros da antiga cultura já não são exclusivamente ocidentais. Também há centros poderosos em Tóquio, Hong Kong e Cingapura, com Xangai e Bombaim como candidatos potenciais.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;James Hunter traçou um perfil que chama de “cosmopolitas provincianos”: pessoas que se movimentam com grande facilidade de país para país ao mesmo tempo em que permanecem em uma “bola” de proteção que as protege de qualquer contato mais sério com as culturas locais que elas invadem.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;“globalizadores”: homens de negócios e intelectuais americanos envolvidos em atividades globais. Reminiscências do famoso caixeiro-viajante de Arthur Miller, armado com “um sorriso e sapatos brilhantes”. Esse “imperialismo cultural” americano tem em si a qualidade da (não necessariamente afetuosa) inocência. Pessoas são sinceramente surpreendidas por reações hostis a seus esforços.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Cultura popular: Adidas, McDonald’s, Disney, MTV, etc. Embora esses negócios sejam controlados por elites, a cultura popular tem penetração em grandes massas em todo o mundo. Em 1970, 10, 3% dos domicílios chilenos tinham aparelhos de TV, percentual que chegou a 91, 4% em 1999. Uma enorme parcela do conteúdo é produzida no exterior, especialmente nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Cultura popular não tem um efeito profundo sobre as crenças, os valores ou o comportamento das pessoas.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Proponho uma diferenciação entre consumo “sacramental” e “não-sacramental”. A teologia anglicana define um sacramento como o sinal visível de uma graça invisível;Parte do consumo dessa cultura popular globalizante é “não-sacramental”. Parafraseando Freud, algumas vezes um hambúrguer é apenas um hambúrguer. A pesquisa sobre as lanchonetes McDonald’s na Ásia oriental feita pelo antropólogo de Harvard James Watson indica uma mudança de consumo “sacramental” para “não-sacramental” à medida que esse tipo de lanchonete se torna comum com o passar do tempo. Recém-chegado as pessoas freqüentavam a lanchonete não apenas para comer hambúrgueres, mas para participar, de forma quase religiosa, da modernidade ao estilo americano."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;(Muitas globalizações/ [coordenação] Peter L. Berger, Samuel P. Huntington; tradução de Alexandre Martins. - Rio de Janeiro: Record, 2004.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-1346150095355766817?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/1346150095355766817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=1346150095355766817' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1346150095355766817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1346150095355766817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/muitas-globalizaes.html' title='Muitas Globalizações'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-3743509228011439102</id><published>2008-01-28T16:41:00.001-02:00</published><updated>2008-01-28T18:50:49.196-02:00</updated><title type='text'>Sobre a teoria do Estado</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.moreira.pro.br/fig89.bmp"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 189px; TEXT-ALIGN: center" height="215" alt="" src="http://www.moreira.pro.br/fig89.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Qual a relação entre o Estado, o poder e as classes sociais?&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;O Estado se reduziria à dominação política no sentido em que cada classe dominante produziria seu próprio Estado, à sua medida e à sua conveniência, e manipula-lo-ia à sua vontade, segundo seus interesses. Todo Estado não passaria neste sentido, de uma ditadura de classe.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Se a burguesia pudesse criar um Estado completo e conforme suas conveniências, teria escolhido este Estado? (Estado nacional-popular, representativo moderno com suas instituições próprias).&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Outra teoria política evoca a dupla natureza do Estado. Haveria um núcleo que se reporta às forças produtivas, onde as classes e suas lutas estariam ausentes. Haveria então outra natureza do Estado, o da burguesia e da dominação política, para perverter, viciar, contaminar ou desviar as funções do primeiro. Esta resposta não difere da primeira.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;O Estado apresenta uma ossatura material própria que não pode de maneira alguma ser reduzida à simples dominação política. O aparelho de Estado, essa coisa de especial e por conseqüência temível, não se esgota no poder do Estado. Mas a dominação política está ela própria inscrita na materialidade institucional do Estado. Se o Estado não é integralmente produzido pelas classes dominantes, não o é também por elas monopolizado: o poder do Estado (o da burguesia no caso do Estado capitalista) está inscrito nesta materialidade. Nem todas as ações do Estado se reduzem à dominação política, mas nem por isso são constitutivamente menos marcadas.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;É necessário demarcar-se da concepção economicista-formalista, que considera a economia como sendo composta de elementos invariantes. Esta concepção oculta as lutas travadas no cerne mesmo das relações de produção e de exploração.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Um equívoco desta concepção é a representação topológica da “base” e da “superestrutura” e considerar assim o Estado como simples apêndice-reflexo do econômico.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Outro equívoco é substancializar e dotar de autonomia invariante o Estado e a ideologia através dos diversos modos de produção (escravismo, feudalismo, capitalismo), em relação à base econômica."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Poulantzas, Nicos. O Estado, o poder, o socialismo - Rio de Janeiro: Edições Graal, 2a. edição 1985.)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-3743509228011439102?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/3743509228011439102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=3743509228011439102' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3743509228011439102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3743509228011439102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/sobre-teoria-do-estado.html' title='Sobre a teoria do Estado'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-7787046519652615580</id><published>2008-01-26T21:20:00.000-02:00</published><updated>2008-01-26T21:59:03.094-02:00</updated><title type='text'>Un perro ha muerto</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.nacionapache.com.ar/wp-content/uploads/2007/03/pablo_neruda.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.nacionapache.com.ar/wp-content/uploads/2007/03/pablo_neruda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mi perro ha muerto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lo enterré en el jardín&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;junto a una vieja máquina oxidada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Allí, no más abajo,ni más arriba,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;se juntará conmigo alguna vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ahora él ya se fue con su pelaje,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;su mala educación, su nariz fría.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Y yo, materialista que no cree&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;en el celeste cielo prometido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;para ningún humano,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;para este perro o para todo perro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;creo en el cielo, sí, creo en un cielo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;donde yo no entraré, pero él me espera&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ondulando su cola de abanico&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;para que yo al llegar tenga amistades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ay no diré la tristeza en la tierra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;de no tenerlo más por compañero&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que para mí jamás fue un servidor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tuvo hacia mí la amistad de un erizo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que conservaba su soberanía,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;la amistad de una estrella independiente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sin más intimidad que la precisa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sin exageraciones:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;no se trepaba sobre mi vestuario&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;llenándome de pelos o de sarna,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;no se frotaba contra mi rodilla&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;como otros perros obsesos sexuales.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No, mi perro me miraba&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;dándome la atención que necesito,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;la atención necesaria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;para hacer comprender a un vanidoso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que siendo perro él,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;con esos ojos, más puros que los míos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;perdía el tiempo, pero me miraba&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;con la mirada que me reservó&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;toda su dulce, su peluda vida,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;su silenciosa vida,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;cerca de mí, sin molestarme nunca,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;y sin pedirme nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ay cuántas veces quise tener cola&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;andando junto a él por las orillas del mar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;en el Invierno de Isla Negra,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;en la gran soledad: arriba el aire&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;traspasando de pájaros glaciales&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;y mi perro brincando, hirsuto,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;lleno de voltaje marino en movimiento:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mi perro vagabundo y olfatorio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;enarbolando su cola dorada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;frente a frente al Océano y su espuma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alegre, alegre, alegre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;como los perros saben ser felices,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sin nada más,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;con el absolutismo de la naturaleza descarada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No hay adiós a mi perro que se ha muerto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Y no hay ni hubo mentira entre nosotros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ya se fue y lo enterré, y eso era todo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Pablo Neruda)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-7787046519652615580?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/7787046519652615580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=7787046519652615580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/7787046519652615580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/7787046519652615580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/un-perro-ha-muerto_26.html' title='Un perro ha muerto'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-4428655457934060635</id><published>2008-01-25T19:40:00.001-02:00</published><updated>2008-01-27T19:30:16.121-02:00</updated><title type='text'>Un perro ha muerto</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.nacionapache.com.ar/wp-content/uploads/2007/03/pablo_neruda.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Perro mio siegue morriendo&lt;br /&gt;Inócuo Gardenal, Prednisona e Cefaloxina&lt;br /&gt;Não é tempo pra vacina&lt;br /&gt;Gasta está sua mielina&lt;br /&gt;Outrora qual prescrita pela medicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perro mio siegue morriendo&lt;br /&gt;y otros perros sua saliva contamina&lt;br /&gt;Nosotros sua catatonia desanima&lt;br /&gt;God for this dog, ask: reanima!&lt;br /&gt;ou alivia esta sina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A injeção da morte correu em suas mangueiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi perro ha muerto&lt;br /&gt;Não hospeda mais pulgas, mas vermes&lt;br /&gt;No pet shop, neither pet semetary&lt;br /&gt;Não mais chora quieto sua dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada deixa à sua existência&lt;br /&gt;A não ser aquilo que late dentro da gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi perro no es mi perro&lt;br /&gt;Es perro de mi abuela&lt;br /&gt;E não gostaria de contar a ela&lt;br /&gt;Que pingo morreu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-4428655457934060635?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/4428655457934060635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=4428655457934060635' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4428655457934060635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4428655457934060635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/un-perro-ha-muerto.html' title='Un perro ha muerto'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-5185359008267901030</id><published>2008-01-20T17:46:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T18:48:40.738-02:00</updated><title type='text'>O pósconceito totalitário</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A mentalidade religiosa (num sentido amplo do termo), por enxergar as coisas em suas essências e não em suas aparências, é radical-fundamentalista (raiz-fundamento), posto que supera pré-conceitos despindo-os até chegar ao nu e cru de seu fio-de-meada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a conotação atual de fundamentalismo (fanatismo) associada ao discurso religioso é pertinente, pois ao confrontar as essências com a prática externa do mundo no mundo, o viés essencialista religioso parte de extremos de índices 8-80 sem escala ou graduações, causando desproporção na avaliação das ações, e mesmo intenções, nos relacionamentos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A título de exemplo, um palavrão, interpretado como homicídio simbólico, possui a mesma essência do genocídio de um campo de concentração nazista, visto que os dois tratam de homicídio. A julgar pelas essências, não existe pecadinho ou pecadão, é pecado e pronto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas morais podem ser perigosas. Imbuídas de seus fundamentos podem considerar corolário da devastação de um bosque para dar lugar à um futuro estacionamento, a morte de quem planejou o jardim dos automotores.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-5185359008267901030?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/5185359008267901030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=5185359008267901030' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5185359008267901030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5185359008267901030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/ditadura-do-psconceito.html' title='O pósconceito totalitário'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-2629321917210034888</id><published>2008-01-20T15:17:00.000-02:00</published><updated>2008-01-26T11:23:38.103-02:00</updated><title type='text'>Economia do Prazer e a Transcendência da Felicidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.skjstudio.com/franck/images/Foucault.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.skjstudio.com/franck/images/Foucault.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"As pessoas dizem: "O prazer passa, a juventude acaba. Que eles tenham prazer, afinal sabemos que isso não os levará muito longe. Pagarão bem caro por esse prazer, com sofrimento e dor, com solidão, com rupturas, com disputas, com ódio ou com ciúme", em suma, sabe-se que o prazer é compensado, e por conseguinte ele não incomoda. Mas a felicidade... A felicidade não é resgatada por nenhuma infelicidade fundamental... Então, as coisas se tornam intoleráveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não é o prazer que é intolerável aos olhos da sociedade, não é que dois rapazes vivam juntos, é o 'despertar feliz". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(Michel Foucault).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ERIBON, Didier. FOUCAULT E SEUS CONTEMPORÂNEOS. Tradução, Lucy Magalhães. - Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1996&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-2629321917210034888?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/2629321917210034888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=2629321917210034888' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2629321917210034888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/2629321917210034888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/economia-do-prazer-e-transcendncia-da.html' title='Economia do Prazer e a Transcendência da Felicidade'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-860843656416647720</id><published>2008-01-20T13:04:00.000-02:00</published><updated>2008-01-26T11:25:01.142-02:00</updated><title type='text'>Vaidades Estruturais</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ruhr-uni-bochum.de/systheol-thomas/Bilder/Karl_Barth.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.ruhr-uni-bochum.de/systheol-thomas/Bilder/Karl_Barth.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Agora, sim, é que com toda a paixão de seu arbítrio vitorioso e deixado por Deus por conta própria, e ao mesmo tempo com a toda a paixão de sua consciência suja, e com certeza, com toda certeza, seguindo o caminho do menor esforço, a pessoa se atira - uma sobre esta, a outra, sobre aquela letra e fragmento da lei: cada um sobre aquele pedaço com o qual julga poder fazer melhor negócio, e cada um com o triunfo de que, de letra e fragmento na mão, ele mais cedo ou mais tarde - ao menos aos olhos dos homens - alcance uma espécie de justificação especial justamente do seu modo de existência. Um se lança cegamente à fúria do trabalho. O outro, ao cultivo de uma exemplar vida de família e de cidadão-modelo. Outro, à caça de "interessantes" filosofias de vida, experiências, encontros e relacionamentos. Outro, a uma demonstrativa simplicidade e sobriedade. Outro, ao soberano estilo de vida de um gênio deambulante. Outro, a uma briguenta ortodoxia eclesiástica e acribia teológica. Outro, a uma liberdade evangélica eternamente a sorrir. Outro, ao diligente cuidado filantrópico, ou de preferência pedagógica por toda espécie de "desajeitados" entre pessoas que conhece. Outro, num empreendimento a longo prazo e em larga escala, em prol do melhoramento do mundo. Outro, nos solenes caprichos de uma vida particular que não segue a nenhum modelo senão a sua própria concepção bem individual. Outro, numa justiça com as grandes massas e na tendência da época. Outro, muito sabido, justamente contra ela. E mais outro, no plano fantástico de se propor a uma honestidade absoluta, pureza absoluta, altruísmo absoluto, amor absoluto. Vaidade das vaidades! Que mais tudo? O que não há tudo sobre que se lançar, quando não é vista e deixa de ser considerada a fé que Deus em Jesus Cristo exige para si mesmo e para si exclusivamnte! Existem mil obras de lei - da lei rasgada em mil fragmentos, mil servidões a que nos submetemos, mil letras a cada uma das quais qualquer homúnculo ou logo muitos ao mesmo tempo podem se agarrar, para dela sorver a sua própria justiça. Nós, pobre beberrões, sempre de novo sorvendo, e sempre de novo com sede! Um desejo inofensivo, em parte até louvável? Não, pois é esse desejo que, em prolongamentos visíveis e invisíveis dessas nossas "boas" intenções, emana aquilo que dessa vez não o homem, mas Deus em sua lei a chama de idolatria, blasfêmia, assassinato, adultério e furto (cf. Rm 2.21s). Precisamente esse nosso desejo, esse nosso esforço - por Deus? não, com a ajuda de Deus e para sua honra, ante a nossa perversão (Gottlosigkeit) - é que levou Cristo à cruz e o leva à cruz sempre de novo, em meio ao cristianismo (Hb 6.6). - Não diz isso o bastante sobre o que singnifica: Deus põe sua lei m nossas mãos?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;BARTH, Karl. "Dádiva e Louvor. Artigos Seleionados. Teologia Sistemática a-10." Evangelho e Lei". 1986. Editora Sinodal. São Leopoldo - Rs. pp. 228-229.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-860843656416647720?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/860843656416647720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=860843656416647720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/860843656416647720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/860843656416647720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/vaidades-estruturais.html' title='Vaidades Estruturais'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-5860609827020038579</id><published>2008-01-18T01:42:00.001-02:00</published><updated>2008-12-11T13:43:37.301-02:00</updated><title type='text'>Autoretrato 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5pwE2gaZXI/AAAAAAAAACE/ah2Pi-qDVxY/s1600-h/autoretrato1aa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159559551759574386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5pwE2gaZXI/AAAAAAAAACE/ah2Pi-qDVxY/s320/autoretrato1aa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-5860609827020038579?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/5860609827020038579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=5860609827020038579' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5860609827020038579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5860609827020038579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/autoretrato-3.html' title='Autoretrato 3'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5pwE2gaZXI/AAAAAAAAACE/ah2Pi-qDVxY/s72-c/autoretrato1aa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6446049177185725262</id><published>2008-01-18T01:35:00.000-02:00</published><updated>2008-12-11T13:43:37.543-02:00</updated><title type='text'>Autoretrato 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5Ap_EfurII/AAAAAAAAABs/anzhLAaI6GE/s1600-h/autoretrato2b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156667736854539394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5Ap_EfurII/AAAAAAAAABs/anzhLAaI6GE/s200/autoretrato2b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5AnI0furHI/AAAAAAAAABk/YpnVEkHPak8/s1600-h/autoretrato2b.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5AfvkfurFI/AAAAAAAAABU/AnJqw84XEn0/s1600-h/autoretrato2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6446049177185725262?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6446049177185725262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6446049177185725262' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6446049177185725262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6446049177185725262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/autoretrato-2.html' title='Autoretrato 2'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5Ap_EfurII/AAAAAAAAABs/anzhLAaI6GE/s72-c/autoretrato2b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-5607832706941089069</id><published>2008-01-18T01:00:00.000-02:00</published><updated>2008-12-11T13:43:37.780-02:00</updated><title type='text'>Autoretrato 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5AcPkfurEI/AAAAAAAAABM/ZsCE17nkJ18/s1600-h/autoretrato3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156652627159592002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5AcPkfurEI/AAAAAAAAABM/ZsCE17nkJ18/s200/autoretrato3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5AbuEfurDI/AAAAAAAAABE/QOrbTguW61U/s1600-h/autoretrato1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;À Sarah Patricia Bauer ('a menina mais interessante do mundo') que me inspirou aos desenhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agradeço ao grande desenhista Fábio Alves que o apreciou como uma mistura de Egon Schiele e Beavis &amp;amp; Butt-head.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-5607832706941089069?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/5607832706941089069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=5607832706941089069' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5607832706941089069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/5607832706941089069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/autoretrato-1.html' title='Autoretrato 1'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R5AcPkfurEI/AAAAAAAAABM/ZsCE17nkJ18/s72-c/autoretrato3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-1724850627590487160</id><published>2008-01-11T13:11:00.000-02:00</published><updated>2008-01-11T20:10:54.523-02:00</updated><title type='text'>Não tem exit, não tem entrance</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.theexitstore.com/assets/exit_sign.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.theexitstore.com/assets/exit_sign.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Existo sem ser&lt;br /&gt;Hesito em morrer&lt;br /&gt;Excito um Bull Terrier&lt;br /&gt;Tenho êxito em sofrer&lt;br /&gt;Êta vida besta sem exit, meu Deus!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-1724850627590487160?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/1724850627590487160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=1724850627590487160' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1724850627590487160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1724850627590487160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/no-tem-exit-no-tem-entrance.html' title='Não tem exit, não tem entrance'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-1501410086235350888</id><published>2008-01-11T12:11:00.000-02:00</published><updated>2008-01-11T12:26:59.610-02:00</updated><title type='text'>A meio caminho de não sei onde</title><content type='html'>&lt;a href="http://static.flickr.com/41/242734030_32ddb0ef80_o.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://static.flickr.com/41/242734030_32ddb0ef80_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu poderia ter sido Cazuza, escrito On the Road, ser sexy como James Dean, vocalista de uma banda como Oasis. Poderia ter percorrido o mundo e ser conhecido de todo mundo. Para além de uma rima lançar novos mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acontece que eu fui marcado pelo punhal do amor e não estive à altura de amar. Hoje sou um amputado afetivo, uma promessa que não vingou, um careta qualquer, um garoto travado, uma fruta sempre verde, a dor crônica de um coração partido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu reproduzo em minha mente um despertar que não veio. Eu repasso meus passos cheios de possibilidades. Refaço o caminho para compreender em qual esquina perdi o rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou discreto como um câncer e espero os dias passarem. O sentido morreu em mim com a maldita promessa de ressurreição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-1501410086235350888?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/1501410086235350888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=1501410086235350888' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1501410086235350888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/1501410086235350888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/meio-caminho-de-no-sei-onde.html' title='A meio caminho de não sei onde'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-4239410187374252434</id><published>2008-01-07T18:54:00.000-02:00</published><updated>2008-12-11T13:43:38.092-02:00</updated><title type='text'>Amor, sexo e crime</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R4KTQEfuq-I/AAAAAAAAAAc/koHXi0E93i8/s1600-h/damien+rice.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152842827959282658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R4KTQEfuq-I/AAAAAAAAAAc/koHXi0E93i8/s200/damien+rice.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por que as manchetes de jornal ao relatarem crimes incriminam juntamente comportamentos? Não é assim que ocorre quando “homossexual/pedófilo estupra criança”? Apesar de o homossexualismo já ter sido histórica e geograficamente considerado crime, inclusive passível de sentença de morte, chama-me a atenção como crime na manchete apenas a palavra estupro, uma vez que a pedofilia, ao contrário do homossexualismo, já foi considerada histórica e geograficamente um amor ideal pelos gregos, e etimologicamente a palavra radica um modo de amor para com as crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homossexualismo, a partir da era vitoriana, nas sociedades ocidentais está legalmente de acordo com o Direito, sendo hoje passível de crime justamente o preconceito à esta orientação sexual. Já a pedofilia, de amor ideal pelos gregos, caiu em desgraça como amor extremamente reprovável em nossa sociedade. E o estupro, ao meu ver o crime entre estes dois pretensos crimes, fica abafado pela polêmica maior que aqueles dois modos de amor provocam, inibindo-se assim o pensamento e reforçando-se os preconceitos.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-4239410187374252434?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/4239410187374252434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=4239410187374252434' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4239410187374252434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/4239410187374252434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/amor-sexo-e-crime.html' title='Amor, sexo e crime'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R4KTQEfuq-I/AAAAAAAAAAc/koHXi0E93i8/s72-c/damien+rice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-3195009785627974738</id><published>2008-01-03T18:47:00.000-02:00</published><updated>2008-01-13T12:03:04.808-02:00</updated><title type='text'>Gênero</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.thebookcave.com/images/HighFidelity.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.thebookcave.com/images/HighFidelity.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vejam só todas as coisas que podem dar errado para o homem. Há o problema de nada-acontecer, o problema de coisa-demais-acontecer-cedo-demais, o problema de desalento-desolador-após-começo-promissor; há o problema de tamanho-não-importa-a-não-ser-no-meu-caso, o problema de não-dar-conta-do-recado... e com o quê as mulheres têm de se preocupar? Um punhado de celulite? Bem-vindas ao clube. Um pequeno surto de qual-a-minha-avaliação? Idem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho prazer de ser homem, acho, mas às vezes não tenho prazer de ser homem na segunda metade do século vinte. Às vezes eu preferiria ser o meu pai. Ele nunca teve que se preocupar em dar conta do recado, porque nunca soube que havia qualquer recado a ser dado; nunca teve que se preocupar com sua avaliação na lista dos cem mais fogosos de todos os tempos da minha mãe, porque era o primeiro e o último da lista. Não seria ótimo se vocês não pudessem conversar sobre este tipo de coisa com seus pais? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dia, talvez, eu tente. “Pai, você alguma vez já teve que se preocupar com o orgasmo feminino, seja em sua forma clitoridiana seja em sua (possivelmente mítica) forma vaginal? Você sabe, na verdade, o que é o orgasmo feminino? E o ponto G? O que significava “bom de cama” em 1955, se é que significava alguma coisa? Quando o sexo oral foi importado para a Grã-Bretanha? Você inveja minha vida sexual, ou tudo parece terrivelmente trabalhoso para você? Você alguma vez ficou ansioso a respeito do tempo que demorava, ou não pensava nesse tipo de coisa na época? Você não fica feliz de nunca ter precisado comprar livros de culinária vegetariana côo um primeiro e pequeno passo na direção de fazer alguém baixar as calcinhas? Não fica feliz de nunca ter tido uma conversa do tipo ‘Você pode ser politicamente correto, mas você limpa a privada?’ Não fica feliz de ter sido poupado dos perigos do parto que todo homem moderno tem que enfrentar?” (E o que ele diria, eu me pergunto, se não ficasse emudecido por sua classe, seu sexo e seu acanhamento? Provavelmente algo como “Filho, pare de se lamentar. A trepada boa não havia sido nem inventada no meu tempo, e não importa quantas privadas vocês limpem, nem quantas receitas vegetarianas tenham que ler, ainda assim vocês se divertem mais do que nos foi jamais permitido.” E ele teria razão, também.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;HORNBY, Nick. Alta Fidelidade; tradução de Paulo Reis. Cap. X. Pg. 104-105&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-3195009785627974738?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/3195009785627974738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=3195009785627974738' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3195009785627974738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/3195009785627974738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/gnero.html' title='Gênero'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1473838052830807889.post-6544169977493288276</id><published>2008-01-03T17:41:00.000-02:00</published><updated>2008-12-11T13:43:38.252-02:00</updated><title type='text'>Memórias amorosas de um desenhista industrial</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R30-gEfuq9I/AAAAAAAAAAU/EtuwAwG4pfg/s1600-h/paquimetro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151342269465275346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R30-gEfuq9I/AAAAAAAAAAU/EtuwAwG4pfg/s200/paquimetro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R30-GEfuq8I/AAAAAAAAAAM/u4D6_-apgKw/s1600-h/paquimetro.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O círculo de amigos hoje é outro. Ela perverteu a reta e me errou. Nunca a tive, mas retenho qualquer coisa da gente. Às vezes inclino-me ao passado, desalinho o tempo e, de outra perspectiva, vejo que não acompanhei seu compasso, entre oblíqua e aguda. Os pontos de fuga ficaram para além da linha do horizonte. No entanto, fosse a medida precisa, o ângulo reto, o nanquim inequívoco, não haveria Kandinski, Klee e Gogh. Talvez Mondrian que ajude nas interfaces, mas aí já nem é parábola de amor...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1473838052830807889-6544169977493288276?l=cousaecoisa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/feeds/6544169977493288276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1473838052830807889&amp;postID=6544169977493288276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6544169977493288276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1473838052830807889/posts/default/6544169977493288276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cousaecoisa.blogspot.com/2008/01/memrias-amorosas-de-um-desenhista.html' title='Memórias amorosas de um desenhista industrial'/><author><name>ALIÓCHA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15612202291719332739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/TDvz5A4YXiI/AAAAAAAAAEQ/NgIG6X-W22k/S220/eu_b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xgjVBegGFu4/R30-gEfuq9I/AAAAAAAAAAU/EtuwAwG4pfg/s72-c/paquimetro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
